Uma família de Aparecida de Goiânia viveu momentos de terror na madrugada de terça-feira (13), após um homem invadir a residência e agredir uma mulher. Conforme apurado pela TV Serra Dourada, o caso ocorreu no Garavelo Residencial Park. As agressões teriam sido cometidas pelo ex-companheiro da vítima, identificado como Gustavo Henrique.
Em entrevista à reportagem, Luciene relatou que o homem invadiu a casa após derrubar o portão da residência com um carro. A motivação teria sido a não aceitação sobre o fim do relacionamento.
Em seguida, ela foi agredida, arremessada ao chão e enforcada. Toda a cena foi presenciada pelo filho da vítima, de apenas 11 anos, e pela mãe dela, que também acabou sendo agredida.
“Ele segurou meu pescoço de uma forma que eu não conseguia me soltar e estava ficando sem ar. Eu já estava perdendo as forças e desmaiando. Se não fosse a minha mãe e o meu filho, de 11 anos, que me salvaram… Minha mãe teve uma ideia que fez ele me soltar, e então ele foi para cima dela. Foram momentos horríveis de terror. Eu nunca passei por isso e até agora estou aterrorizada”, desabafou.
Ao perceber a gravidade da situação, o menino pediu que a avó escondesse todas as facas da casa e chegou a pular nas costas do agressor para defender a mãe. A mãe de Luciene foi atingida por um golpe de arma branca e sofreu ferimentos na região do rosto.
Mesmo após deixar o local, o homem continuou a proferir ameaças por meio de mensagens. Em uma delas, ele afirma a intenção de matar a vítima e outros familiares.
“Você vai pagar o preço. Vai se arrepender lá nos infernos. Você vai morrer, juro que vai. E quem estiver do seu lado vai junto. Você atingiu o meu limite. Agora você vai ver”, escreveu em uma das mensagens.
Em outro trecho, ele reforça as ameaças: “Quando você menos esperar, seus dias estão contados. Quero ver falar tudo isso quando não puder falar mais. Logo vai estar com a cara cheia de tiro”.
Na sequência, Luciene enviou mensagens em um grupo de WhatsApp do qual o filho mais velho, motorista de aplicativo, faz parte. Em poucos minutos, condutores que estavam próximos se deslocaram até o endereço e acionaram a Polícia Militar (PM), que compareceu ao local.
O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil (PC).


