O Hospital da Mulher de Inhumas, localizado no distrito de São Sebastião, foi condenado pelo Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) a indenizar em R$ 1 milhão os pais de dois bebês que foram trocados na maternidade após o nascimento. O caso aconteceu em 2021 e a decisão ainda cabe recurso.
Conforme a sentença, cada um dos quatro familiares deverá receber R$ 250 mil por danos morais. A unidade de saúde também foi condenada a ressarcir as famílias em R$ 880 referentes aos gastos com exames de DNA.
Na decisão, a juíza da Vara Cível da Comarca de Inhumas, Diéssica Taís Silva, afirmou que houve uma “gravíssima violação” dos direitos das famílias envolvidas.
Relembre o caso
O caso veio à tona em novembro de 2024, quando um dos pais, Cláudio Alves, decidiu realizar um exame de DNA para confirmar a paternidade do menino que criava ao lado de Yasmin Kessia da Silva.
Segundo relatos da época, Yasmin também suspeitava da situação e afirmou que, “se ele não fosse filho do Cláudio, também não seria dela”.
O resultado do exame apontou incompatibilidade genética entre a criança e os dois.
Depois disso, a família conseguiu localizar o outro casal que esteve na maternidade no mesmo dia: Isamara Cristina Mendanha e Guilherme Luiz de Souza. Em seguida, um novo teste de DNA confirmou que a criança criada por eles também não possuía vínculo biológico com o casal.
Em outubro de 2025, a Justiça determinou que os meninos fossem entregues às famílias biológicas de forma gradual, para permitir uma adaptação planejada entre os pais e as crianças.
As certidões de nascimento dos dois meninos também foram alteradas e passaram a incluir os nomes dos dois pais e das duas mães.
Atualmente, as famílias possuem guarda compartilhada das crianças.
Em nota enviada à imprensa, o hospital informou que já tomou conhecimento da decisão judicial e que o departamento jurídico analisa tecnicamente o caso para avaliar a possibilidade de recurso.
Leia a nota:
“O Hospital São Sebastião de Inhumas, assim como durante todo o processo e investigação policial, reitera que se posicionará apenas nos autos do processo.
Todavia, esclarece que em relação à sentença proferida nos autos, já tomamos conhecimento de seu inteiro teor, e que, o departamento jurídico está analisando tecnicamente a situação e, se for o caso, será apresentado o recurso cabível.
Importante ainda salientar que o ocorrido, trata-se de um único caso isolado mais de 60 anos de existência do hospital e mais de 30 anos desta gestão. As medidas de segurança e procedimento operacional padrão existentes sempre demonstraram perfeitamente seguros, e, foram rigorosamente revisados após o ocorrido, de modo a garantir ainda mais segurança aos pacientes.