Idosa morre após ser arrastada durante assalto na Avenida T-9, em Goiânia

Idosa morre após ser arrastada durante assalto na Avenida T-9, em Goiânia

Foi confirmada a morte de Maria Celina Peixoto Cheím, de 82 anos, vítima de um roubo ocorrido na Avenida T-9, em Goiânia. A informação foi compartilhada por familiares nas redes sociais, onde prestaram homenagens e se despediram da idosa.

O crime aconteceu em plena luz do dia, no Conjunto Vila Bela, quando Maria Celina deixava uma casa lotérica e seguia em direção ao carro. Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que um homem, que observava a movimentação próximo ao veículo, abre a porta do passageiro e entra no automóvel.

Ao perceber a ação, uma pessoa que passava pelo local tentou intervir. Mesmo assim, o suspeito passou para o banco do motorista, assumiu o controle do carro e arrancou em alta velocidade. Durante a fuga, a idosa foi atingida, caiu no chão e bateu a cabeça no asfalto.

Desde o dia do crime, Maria Celina estava internada no Hospital de Urgências de Goiás (Hugo), com traumatismo craniano grave. O hospital realizou exames previstos no protocolo de morte encefálica e, após a confirmação médica, o óbito foi constatado.

O corpo será encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML).

O suspeito do crime, Marcos Pereira Costa, passou por audiência de custódia nesta quarta-feira.

A Justiça converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva. Durante a audiência, o Ministério Público defendeu a manutenção da prisão, enquanto a Defensoria Pública alegou agressões policiais e pediu o relaxamento. Ao analisar o caso, a juíza destacou a regularidade do flagrante e a gravidade do crime.

A Polícia Civil (PC) informa que, com a confirmação da morte, o caso deixa de ser tratado como tentativa e passa a ser investigado como latrocínio consumado, que é roubo seguido de morte. Segundo o delegado responsável, há indícios de que o suspeito teria tentado sequestrar a vítima, e não apenas roubar o veículo.

O histórico criminal de Marcos Pereira Costa inclui oito registros, com passagens por tráfico de drogas, roubos e uma prisão em flagrante recente, registrada em janeiro de 2026. A polícia aguarda agora o resultado de exames toxicológicos, que devem apontar se o suspeito estava sob efeito de drogas no momento do crime. O inquérito deve ser concluído em até 10 dias úteis.

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