O número de consumidores inadimplentes em Goiás cresceu em fevereiro de 2026 e acendeu um alerta sobre o endividamento no estado. De acordo com levantamento do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), a alta foi de 8,36% na comparação com o mesmo período do ano passado.
O índice ficou acima da média da região Centro-Oeste, que registrou 7,67%, mas abaixo da média nacional, de 10,22%. Na comparação mensal, entre janeiro e fevereiro deste ano, a variação foi menor, com crescimento de 0,04%.
Além disso, o volume de dívidas em atraso também aumentou. No comparativo anual, a alta foi de 16,80% em Goiás, acima da média regional (15,41%) e próxima da média nacional (17,76%). Já no recorte mensal, o avanço foi de 1,56%.
Segundo o estudo, cada consumidor inadimplente no estado possui, em média, 2,4 dívidas em atraso. Esse número supera tanto a média da região quanto a nacional, o que indica maior acúmulo de pendências financeiras.
Outro dado que chama atenção é o valor médio das dívidas. Em Goiás, cada negativado deve cerca de R$5.552,45. Mesmo assim, grande parte das pendências envolve valores menores: 25,86% dos consumidores têm dívidas de até R$500, enquanto 37,61% devem até R$1 mil.
O levantamento também aponta que o tempo médio de atraso chega a 29,4 meses, o equivalente a aproximadamente dois anos e meio. Ou seja, muitos consumidores permanecem inadimplentes por longos períodos.