Em Goiás, o mês de junho marca o fortalecimento dessa mobilização por meio da campanha Junho Vermelho, que busca conscientizar a população sobre a necessidade de manter as doações em ritmo constante durante todo o ano.
O período antecede as férias escolares de julho, quando tradicionalmente os estoques registram queda no número de bolsas coletadas. Por isso, o Hemocentro de Goiás intensificou as ações de captação e lançou a campanha deste ano com o lema “Mantenha vidas em movimento”, reforçando o impacto que uma única doação pode ter na vida de diferentes pacientes.
Campanha amplia ações e leva coletas para diferentes locais
Ao longo do mês, o Hemocentro promove 18 edições de coletas externas em Goiânia e na Região Metropolitana. Além das unidades fixas, equipes multiprofissionais e ônibus adaptados percorrem universidades, empresas e órgãos públicos para facilitar o acesso da população.
Além disso, a programação também incentiva o cadastro de voluntários para doação de medula óssea, ampliando as possibilidades de atendimento a pacientes que aguardam transplantes.
Segundo a diretora de Captação e Atendimento a Doadores do Hemocentro de Goiás, Daynara Vilar, uma única doação pode beneficiar até quatro pessoas, já que o sangue coletado é separado em diferentes componentes utilizados em diversos tratamentos.
Quem pode doar sangue em Goiás
Para realizar a doação, é necessário atender a alguns critérios básicos estabelecidos pelas normas de segurança em saúde:
- Estar em boas condições de saúde;
- Ter entre 16 e 69 anos;
- Pesar mais de 50 kg;
- Apresentar documento oficial com foto;
- Menores de 18 anos devem apresentar autorização dos pais ou responsáveis.
Além disso, existem prazos específicos relacionados à vacinação. Quem tomou a vacina contra a gripe deve aguardar 48 horas para doar. Já quem recebeu a vacina contra a febre amarela precisa esperar 30 dias antes da doação.
Mais do que uma campanha de conscientização, o Junho Vermelho reforça a importância da participação coletiva para manter o sistema de saúde preparado para atender pacientes em cirurgias, acidentes, tratamentos oncológicos e outras situações que exigem transfusões.
Em Goiás, a mobilização também recebe apoio de comunidades religiosas e entidades sociais, que incentivam o gesto solidário como uma forma concreta de cuidado com o próximo.