Seja no setor Monte Sinai ou no Solar Embaúba, um mesmo problema vem sendo enfrentado por moradores de Trindade, em Goiás: o acúmulo de lixo.
Em relatos publicados nas redes sociais, moradores afirmam que a situação vem se agravando ao longo do mês de dezembro e que, em alguns bairros, a coleta deixou de ser realizada por até três semanas.
Denúncias semelhantes também foram registradas em regiões como Maysa 3 e Pontakayanna.
Segundo os moradores, o cenário se torna ainda mais preocupante em razão do mau cheiro, da sujeira e da presença de animais peçonhentos, atraídos pelo acúmulo de resíduos.
Em entrevista coletiva realizada no dia 18 de dezembro, o prefeito de Trindade, Marden Júnior (UB), atribuiu o problema às empresas GN Nordeste e Ágil Soluções, que até então eram responsáveis pelo serviço de coleta no município.
Posteriormente, o gestor anunciou o distrato contratual e a contratação, em caráter emergencial, da empresa Quebec Ambiental, que assumiu o serviço na cidade na última terça-feira (23). O contrato tem valor estimado em R$ 30 milhões.
Em nota enviada à imprensa, a Prefeitura de Trindade voltou a atribuir os problemas ao descumprimento contratual por parte das empresas anteriores e informou que a nova empresa conta com o apoio de equipes da Secretaria Municipal de Infraestrutura.
Ainda de acordo com a administração municipal, durante o período houve um aumento de cerca de 30% no volume de resíduos sólidos em razão das festas de fim de ano, o que impactou o cronograma regular e resultou em “atrasos pontuais”.
O município também informou que enfrenta déficit de mão de obra e que há vagas abertas para contratação imediata.


