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MPGO investiga suspeita de fraude em concurso da Câmara de Goiânia

Ao todo, 34 mil candidatos participaram da seleção
(Foto: Divulgação)

O Ministério Público de Goiás (MPGO) investiga possíveis irregularidades no concurso público da Câmara Municipal de Goiânia.

A apuração teve início após um funcionário ligado ao Instituto Verbena, responsável pela organização do certame, ser aprovado em 1º lugar para o cargo de administrador.

O concurso foi realizado no dia 15 de março e ofereceu 62 vagas, com salários superiores a R$ 10 mil. Ao todo, 34 mil candidatos participaram da seleção.

Conforme apurado pela TV Anhanguera, Luã Lírio de Souza Cruz é servidor da Universidade Federal de Goiás (UFG) e já atuou no Instituto Verbena.

Ele foi cedido à Defensoria Pública da União (DPU) em janeiro de 2024, mas continuou aparecendo em atividades vinculadas ao instituto nos meses seguintes.

Em uma dessas ocasiões, por exemplo, participou de eventos representando o Verbena cinco dias antes da prova, em 10 de março.

A suspeita é de que o candidato tenha tido acesso antecipado a informações da prova, o que teria favorecido sua aprovação em primeiro lugar.

De acordo com a reportagem, o companheiro de Luã também atua no instituto, fato que está sendo apurado.

O caso segue sob investigação.

Em nota, o Instituto Verbena informou que o candidato já havia sido afastado das atividades antes mesmo da denúncia, por possível conflito de interesses.

A instituição afirmou ainda que os sistemas do certame foram bloqueados e que uma auditoria interna indicou que ele não participou da organização dessa prova específica.

Já a Câmara Municipal informou que encaminhou o caso ao Ministério Público e que a Comissão Permanente de Concurso Público solicitou providências para apuração.

A Universidade Federal de Goiás declarou que irá apurar os fatos e adotar as medidas cabíveis. O concurso, no entanto, segue válido e não foi suspenso.

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