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Mulher é presa após se passar por delegada, PM e advogada em Goiânia

Principal ocorrência investigada envolve prática do crime de estelionato em um salão de beleza
Mulher é presa após se passar por delegada, PM e advogada em Goiânia
(Foto: PCGO)

Delegada, policial militar e até mesmo advogada. Todos esses pretextos eram usados por uma mulher, sem qualquer vínculo com essas profissões, para obter vantagens e intimidar vítimas em Goiânia. Ela foi localizada e presa, na última segunda-feira (06).

De acordo com a 7ª Delegacia Distrital de Polícia de Goiânia, da 1ª Delegacia Regional da Polícia Civil de Goiás (PCGO), a suspeita, identificada como Alessandra Ribeiro Souza Rodrigues, se apresentava como delegada, policial militar e advogada, e ostentava um objeto com aparência de arma de fogo.

A principal ocorrência investigada envolve a prática do crime de estelionato em um salão de beleza, localizado no Setor Jardim América, na capital.

Na ocasião, a mulher compareceu ao estabelecimento para realizar a colocação de mega hair, serviço avaliado em R$ 660. No entanto, ao final do atendimento, ela não efetuou o pagamento.

Ainda no salão, a suspeita afirmou ser delegada da Polícia Civil do Distrito Federal e exibiu um objeto com aparência de arma de fogo, o que gerou temor e intimidou as pessoas que estavam no local.

Conforme imagens analisadas pela Polícia Civil, a investigada carregava um item semelhante a uma pistola preso à cintura e, em determinado momento, chegou a colocar o objeto sobre uma cadeira no interior do estabelecimento.

Segundo a corporação, ao ser questionada por uma funcionária, ela também afirmou ser policial militar.

Após concluir o procedimento, a mulher alegou que iria até sua residência buscar o dinheiro para realizar o pagamento. Ela foi acompanhada pela vítima e por uma testemunha até o endereço informado.

No entanto, o pagamento não foi realizado. A Polícia Militar (PM) foi acionada e compareceu ao local, mas, mesmo com a presença da equipe, a suspeita se recusou a atender os policiais.

Diante da situação, foi cumprido um mandado de busca e apreensão na residência da investigada. No imóvel, foram apreendidos um aparelho celular, um distintivo com a inscrição “Delegado – Direitos Humanos – BA” e uma pistola de airsoft da marca Rossi, sem a ponteira vermelha.

Além dos objetos apreendidos, a Polícia Civil identificou um registro anterior envolvendo a mulher por perturbação do sossego em um condomínio onde reside. Na ocorrência, há relatos e imagens que mostram a investigada ostentando um objeto com aparência de arma de fogo em via pública, ao lado de um veículo com som em alto volume.

A Polícia Civil investiga se há outras vítimas da suspeita. Pessoas que a reconheçam ou tenham informações sobre casos semelhantes podem procurar a 7ª Delegacia Distrital de Polícia de Goiânia.

A investigada permanece à disposição do Poder Judiciário.

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