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Mulher sobrevive após ser baleada no rosto pelo marido em Aparecida de Goiânia

Vítima estava dentro da residência quando foi atingida por disparo
Mulher sobrevive após ser baleada no rosto pelo marido em Aparecida de Goiânia
(Foto: Reprodução)

Uma mulher de 30 anos, identificada como Cristina dos Reis Cintra Sales, sobreviveu a uma tentativa de feminicídio na noite de quinta-feira (23), no Setor Aeroporto Sul, em Aparecida de Goiânia. Ela foi baleada no rosto pelo ex-companheiro, Rubian de Almeida Sales Cintra, de 32 anos, que, em seguida, tirou a própria vida.

Segundo a Polícia Militar de Goiás (PMGO), a ocorrência foi registrada após um acionamento feito por meio do aplicativo Mulher Segura. Ao chegarem à residência, os policiais encontraram Rubian caído próximo à escada, com um ferimento provocado por disparo de arma de fogo na cabeça. Ao lado dele estava um revólver calibre 38, apreendido pela polícia. O óbito foi constatado ainda no local.

Cristina foi localizada consciente na cozinha da casa, com uma grave lesão na região do olho esquerdo. Ela recebeu os primeiros socorros de uma equipe da Unidade de Suporte Avançado (USA) do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e foi encaminhada, em estado grave, ao Hospital Estadual de Urgências de Goiás Dr. Valdemiro Cruz (Hugo).

Em nota, o 2º Comando Regional da Polícia Militar (CRPM) informou que o disparo que atingiu a vítima foi efetuado pelo ex-companheiro. Após o crime, equipes das Polícias Civil e Técnico-Científica realizaram os procedimentos periciais e deram início às investigações.

A investigação também revelou que Cristina havia solicitado, em 30 de junho deste ano, uma medida protetiva de urgência em favor dela e da filha do casal, de quatro anos. Dois dias antes, em 28 de junho, Rubian havia sido conduzido à delegacia por suspeita de abusar sexualmente da própria filha. O caso era investigado pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA).

Conforme relato da vítima, o relacionamento entre os dois teve início em 2014. A Polícia Civil apura se houve uma reconciliação, apesar da medida protetiva em vigor, ou se o suspeito foi até a residência da ex-companheira com a intenção premeditada de cometer o crime. A dinâmica dos fatos segue sob investigação.

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