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Obras do BRT vão mudar o trânsito na Avenida Rio Verde; veja os desvios

Planejamento contempla trecho entre Avenida Uru e área onde será construída a futura trincheira
Obras do BRT vão mudar o trânsito na Avenida Rio Verde; veja os desvios
(Foto: Rodrigo Estrela)

A Avenida Rio Verde terá alterações no trânsito durante as obras do trecho 1 do BRT Norte-Sul, entre os terminais Isidória e Cruzeiro. Para minimizar os impactos na circulação de veículos, foi elaborado um projeto com rotas alternativas e mudanças temporárias no tráfego.

A proposta já foi finalizada e aguarda liberação do Ministério Público Federal em Goiás (MPF-GO). O plano está relacionado ao termo de ajustamento de conduta (TAC) firmado em 2018, quando as obras foram paralisadas em favor da conclusão do trecho 2, entre os terminais Isidória e Recanto do Bosque. Os recursos para a execução são provenientes do Orçamento Geral da União (OGU).

O planejamento dos desvios contempla o trecho entre a Avenida Uru e a área onde será construída a futura trincheira. O documento foi finalizado em 5 de agosto e estabelece diretrizes para a execução dos serviços em diferentes frentes.

Para moradores e comerciantes da região, está prevista a liberação total da pista durante o período noturno. Durante o dia, serão realizadas interdições parciais, com o tráfego funcionando em mão dupla na faixa que permanecer disponível.

No cruzamento da Avenida Rio Verde com a Rua Tapajós, a área destinada às escavações para a construção da trincheira será completamente isolada. O acesso de veículos será permitido somente até os pontos de bloqueio, com retorno obrigatório pelo mesmo trajeto.

Para o tráfego geral de veículos particulares, a principal rota alternativa prevê a saída da Avenida Rio Verde pela Avenida Uru. O trajeto seguirá pelas avenidas Alexandre de Morais e Senador José Rodrigues de Morais Neto, depois pela Rua Jaçanã e pela Avenida Antônio Fidelis, onde os motoristas poderão retornar à via principal. Já os condutores que trafegarem pela Avenida Tapajós, na região da futura trincheira, deverão utilizar a Avenida São Paulo como alternativa.

O lançamento das obras ocorreu em meados de julho, mas os principais serviços ainda não foram iniciados. Atualmente, está sendo executado o canteiro central da Avenida Rio Verde, no terreno onde funcionava o Colégio Estadual Parque Amazônia. A unidade foi demolida em 2015, durante a preparação para as obras do BRT, sob a justificativa de ampliar o espaço viário necessário à construção da trincheira no cruzamento com a Rua Tapajós, em Aparecida de Goiânia.

Segundo a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra), a execução do canteiro central já é considerada parte do cronograma, que prevê até 18 meses de obras. A expectativa é que os serviços de drenagem na Avenida Rio Verde comecem ainda neste mês. A previsão inicial de conclusão é janeiro de 2028.

De acordo com a Seinfra, os trabalhos serão executados por etapas, começando pela drenagem. Na sequência, estão previstas a construção da trincheira, a implantação das calhas do BRT, a recuperação do pavimento, a revitalização das calçadas e a instalação da sinalização.

Interdições serão feitas conforme avanço das obras

A execução do trecho deverá exigir bloqueios temporários em alguns pontos. Conforme a Seinfra, as interdições serão realizadas somente quando forem necessárias para a execução dos serviços e para garantir a segurança dos usuários.

Durante a construção da trincheira, será necessário interditar completamente a área de intervenção devido às escavações, que poderão alcançar aproximadamente 9 metros de profundidade. Os bloqueios deverão ocorrer de forma gradual, conforme o avanço das frentes de trabalho.

O cronograma prevê 11 meses para a execução das intervenções no trecho. O plano de desvios foi elaborado e aprovado pela Secretaria de Engenharia de Trânsito de Goiânia (SET), pela Superintendência Municipal de Trânsito e Transporte de Aparecida de Goiânia (SMTA), pela Rede Metropolitana de Transportes Coletivos da Grande Goiânia (RMTC) e pelo RedeMob Consórcio.

Na primeira etapa, que contempla a implantação da drenagem entre a Avenida Uru e a área da futura trincheira, estão previstos desvios para o transporte público, veículos de passagem e adequações na circulação local das vias diretamente afetadas.

Inicialmente, serão interditados apenas os trechos necessários para a execução da drenagem. Posteriormente, os bloqueios avançarão para as áreas destinadas à construção da trincheira e à execução dos pavimentos previstos para essa etapa.

O plano de desvios foi encaminhado ao Ministério Público Federal em Goiás (MPF-GO) e integra a documentação relacionada ao termo de ajustamento de conduta (TAC) firmado com o órgão. A validação é necessária para a emissão da ordem de serviço específica e para o início das intervenções físicas no trânsito.

A estimativa é que o conjunto de intervenções previsto no documento seja executado ao longo de 11 meses. Nesse período, estão programados serviços de drenagem, com duração estimada em 7 meses e meio; escavação da trincheira, prevista para 9 meses; pavimentação rígida e flexível, também em 7 meses e meio; e construção das Estações 2A e 2B, com prazo estimado em 11 meses.

Obra terá 4,2 quilômetros

O trecho 1 do BRT Norte-Sul terá 4,2 quilômetros e fará a ligação entre os terminais Isidória e Cruzeiro. A execução foi contratada com a construtora portuguesa Alberto Couto Alves (Grupo ACA), vencedora da licitação pelo valor de R$ 92.499.051,64. A empresa apresentou desconto de 5% sobre o valor estimado, após a desclassificação da primeira colocada por descumprimento das regras do edital.

O contrato estabelece prazo de até 18 meses para a conclusão dos trabalhos, enquanto as administrações municipais projetam finalizar a obra em um período entre 14 e 15 meses.

Entre os serviços previstos estão a construção, reforma e ampliação do Terminal Cruzeiro, novas estações de embarque e desembarque e a implantação da trincheira no encontro das avenidas Rio Verde, Tapajós, Paraguassu e José Rodrigues de Morais Neto.

O projeto também inclui um corredor exclusivo para ônibus, com pavimentação das canaletas utilizadas pelo sistema metropolitano, além de requalificação viária e adequações de acessibilidade ao longo de todo o percurso.

O trecho estava sem obras desde dezembro de 2021, quando apresentava aproximadamente 8% de execução. Na ocasião, os trabalhos foram abandonados pelo Consórcio Corredor Norte-Sul, formado pelas empresas GAE, Sobrado e JM. A administração municipal previa, naquele momento, realizar uma nova licitação ainda no primeiro semestre de 2022.

O processo passou por discussões com a Caixa Econômica Federal e só foi liberado no fim de 2024. O trecho 2 do BRT, entre os terminais Isidória e Recanto do Bosque, havia começado em 2015 e foi concluído apenas em setembro de 2024.

Vila Brasília fica fora desta etapa

O trecho correspondente à Vila Brasília foi retirado da atual licitação com o objetivo de evitar novos atrasos e reduzir impactos na divisa entre Goiânia e Aparecida de Goiânia.

A área contempla o percurso pelas avenidas São Paulo, Radial, Transbrasiliana e Rio Verde. O local será submetido a novos estudos técnicos pela Prefeitura de Aparecida de Goiânia, que deverá avaliar a possibilidade de implantação de um viaduto ou de uma trincheira antes da realização de uma futura licitação.

Além das obras viárias, o projeto depende de licenciamento ambiental para a retirada da vegetação existente ao longo do trajeto. Um pedido para a remoção de 291 árvores foi encaminhado à Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma).

Como medida de compensação, a Prefeitura de Goiânia planeja transplantar 72 árvores, sendo 62 palmeiras. A proposta é retirar os exemplares com torrão e replantá-los em outras vias públicas da capital.

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