A Polícia Civil de Goiás (PCGO) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (21), a Operação Pacto Oculto, que investiga um grupo suspeito de envolvimento em fraudes, peculato, falsidade ideológica, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
A ação foi coordenada pela Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra a Administração Pública (Dercap) e cumpriu 55 mandados judiciais. Ao todo, foram executados 19 mandados de busca e apreensão, três prisões temporárias, 16 afastamentos de funções públicas e 17 quebras de sigilos bancário e fiscal. Além disso, a Justiça determinou o sequestro de bens e valores que somam R$ 3,5 milhões.
Segundo a corporação, as investigações apuram irregularidades na celebração de acordos extrajudiciais entre empregados e a Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg).
Conforme a PCGO, entre 2022 e 2024, 35 funcionários da companhia solicitaram pagamentos de diferenças salariais, principalmente por suposto desvio de função.
No entanto, os investigadores identificaram diversas irregularidades nos processos que autorizaram os pagamentos, como rapidez incomum na tramitação, ausência de autorizações formais e falta de documentos que comprovassem o direito aos valores recebidos.
Ainda de acordo com a polícia, servidores ligados aos setores jurídico e de protocolo teriam participado do esquema. A suspeita é de que eles cobravam o repasse de 60% do valor pago aos funcionários beneficiados, em troca da liberação dos acordos.
A operação mobilizou 105 policiais civis. Os mandados foram cumpridos em Goiânia, Aparecida de Goiânia e Trindade.
Durante a ação, foram apreendidos celulares, equipamentos eletrônicos e documentos que podem ajudar a esclarecer o esquema criminoso, que teria movimentado cerca de R$ 13 milhões em 35 acordos extrajudiciais.
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