Uma operação da Polícia Civil de Goiás (PCGO) cumpriu mandados contra um integrante de facção criminosa e outros dez suspeitos investigados por ameaças de atentado contra uma juíza e um promotor de Justiça, no município de Serranópolis. A ação foi realizada na terça-feira (24).
Ao todo, foram cumpridas 16 ordens judiciais de busca e apreensão contra os investigados e familiares. Os alvos já se encontram presos. As diligências ocorreram no Núcleo de Custódia de Goiânia — onde está detido o suspeito apontado como responsável por incitar o atentado — e em celas da Cadeia Pública de Jataí, onde estão os demais envolvidos.
De acordo com a PCGO, parentes dos detentos também são investigados e tiveram aparelhos celulares apreendidos, que passarão por perícia.
Conforme as investigações, as ameaças teriam começado há cerca de duas semanas, como forma de represália à atuação considerada rigorosa da magistrada e do promotor na condução de processos na cidade.
Segundo o delegado Marlon Souza Luz, o suspeito teria feito ameaças diretas contra a juíza durante o banho de sol, na presença de outros presos. As decisões judiciais relacionadas ao tráfico de drogas no município teriam motivado a revolta, especialmente após a negativa de pedido de prisão domiciliar. O investigado utiliza tornozeleira eletrônica e, conforme entendimento da magistrada, recebe tratamento adequado na unidade prisional.
Ainda conforme a Polícia Civil, além de tentar convencer outros detentos a aderirem ao plano, o faccionado também mencionou o promotor de Justiça. A intenção seria intimidar as autoridades e, se necessário, praticar homicídio. Após tomar conhecimento do caso, a corporação deflagrou a operação para interromper o suposto plano criminoso.
O suspeito está preso há mais de um ano e possui antecedentes por tráfico de drogas. Ele foi transferido para uma cela isolada, com o objetivo de impedir comunicação com outros detentos.