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Paciente tetraplégico recebe tratamento experimental com polilaminina em hospital de Itumbiara

Morador de Goiás é o segundo no estado a ter acesso à substância
Foto: Acervo Pessoal/Camila Nascimento e Manoel Astrogildo

Um paciente tetraplégico de Itumbiara, no Sul de Goiás, se tornou o segundo no estado a receber polilaminina, substância experimental estudada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) para o tratamento de lesões na medula espinhal.

Manoel Astrogildo da Silva Neto conseguiu acesso ao tratamento por meio de decisão judicial. A equipe médica realizou a aplicação na última quinta-feira (26), em um hospital estadual da cidade, dentro do protocolo de uso compassivo autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Segundo o hospital, o paciente segue internado em estado estável, sem alterações no quadro clínico e sem previsão de alta. As informações foram repassadas ao G1.

Manoel ficou tetraplégico após sofrer um acidente, em novembro do ano passado, enquanto retornava de Goiânia. Desde então, ele permanece em cuidados intensivos por causa de uma fratura na coluna cervical.

A farmacêutica Camila Nascimento, companheira do paciente, relatou nas redes sociais que a Justiça concedeu a autorização em fevereiro. Segundo ela, o processo passou por diversas etapas até a realização do procedimento.

O que é a polilaminina

Pesquisadores da UFRJ desenvolveram a polilaminina em laboratório, sob coordenação da cientista Tatiana Sampaio. Nesse sentido, o estudo busca tratar pacientes com lesões medulares recentes que causaram perda de movimentos.

A substância deriva da laminina, proteína produzida pelo corpo humano que desempenha papel importante no desenvolvimento celular. Por isso, os pesquisadores investigam opotencial na regeneração dessas lesões.

Até o momento, os estudos indicam que a polilaminina pode ajudar na regeneração de lesões. No entanto, a pesquisa ainda está em fase inicial e precisa avançar para comprovar sua eficácia e segurança.

Em janeiro, o Ministério da Saúde, junto com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, autorizou o início dos testes clínicos de fase 1 no Brasil.

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