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PCGO fecha clínica clandestina em Aparecida de Goiânia e prende dois suspeitos

Polícia Civil interditou estabelecimento no Jardim Buriti Sereno após encontrar internos em condições insalubres, denúncias de tortura, sedação forçada e cárcere privado
Foto: PCGO

A Polícia Civil de Goiás (PCGO) fechou, na quarta-feira (13), uma clínica clandestina de reabilitação localizada no Jardim Buriti Sereno, em Aparecida de Goiânia. Durante a operação, dois homens foram presos em flagrante suspeitos de envolvimento em crimes de tortura, cárcere privado, tráfico de drogas e internações ilegais.

A ação foi realizada pelo Grupo Especial de Investigações Criminais (Geic) de Aparecida de Goiânia, em conjunto com a Vigilância Sanitária Municipal e a Polícia Técnico-Científica.

Segundo as investigações, os internos eram submetidos a agressões físicas, sedação forçada e outras condições precárias. Além disso, os agentes encontraram drogas, medicamentos irregulares e objetos que, conforme a polícia, eram utilizados nas práticas criminosas.

Internos relataram agressões e sedação sem consentimento

De acordo com a PC, a clínica funcionava sem qualquer profissional de saúde habilitado. Durante a fiscalização, os agentes constataram que os pacientes sofriam agressões físicas e psicológicas.

Conforme os relatos das vítimas, o coordenador da unidade utilizava estrangulamentos, torções de membros e ameaças constantes contra os internos. Além disso, os pacientes afirmaram que eram sedados à força, sem autorização médica ou consentimento.

As investigações também apontaram a existência de internações ilegais e restrição da liberdade dos internos.

Ainda durante a operação, as equipes encontraram alimentos deteriorados, com presença de insetos e sinais de putrefação. Os dormitórios estavam superlotados e em condições insalubres.

No local, os policiais apreenderam porções de maconha e cocaína e medicamentos sem prescrição médica e fora das embalagens originais.

Além disso, foram encontrados seringas usadas sem identificação de validade ou procedência, quatro aparelhos celulares, um cano de ferro de aproximadamente um metro e seis cordas de diferentes cores.

Segundo a PC, um dos presos atuava como coordenador da clínica e foi apontado pelas vítimas como responsável direto pelas agressões e pela aplicação forçada de sedativos.

Já o segundo suspeito é o proprietário do estabelecimento. Conforme a investigação, ele possui histórico de interdições em outras clínicas na cidade e já foi investigado por maus-tratos, tortura e cárcere privado.

De acordo com os investigadores, após cada interdição, o homem abria um novo estabelecimento em outro endereço.

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