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Perícia investiga se caminhão estava parado na pista antes de acidente que matou cinco estudantes na GO-518

Trecho da via onde tragédia ocorreu não possui acostamento
Perícia investiga se caminhão estava parado na pista antes de acidente que matou cinco estudantes na GO-518
(Foto: Corpo de Bombeiros)

A Polícia Técnico-Científica investiga se o caminhão carregado com gado envolvido no acidente que matou cinco estudantes do Colégio Estadual da Polícia Militar de Goiás (CEPMG) 5 de Janeiro, em Sanclerlândia, trafegava em baixa velocidade ou estava parado na GO-518 no momento da colisão. A tragédia aconteceu na segunda-feira (1º) e deixou outras sete pessoas feridas.

Segundo a coordenadora regional da Polícia Técnico-Científica, Núbia Miranda, análises preliminares indicam que a van escolar e o caminhão seguiam pela mesma faixa de rolamento e no mesmo sentido, entre os municípios de Sanclerlândia e Córrego do Ouro. O trecho da rodovia onde ocorreu o acidente não possui acostamento.

Apesar dos indícios iniciais, a perita ressalta que ainda são necessários exames complementares para determinar as circunstâncias exatas do acidente.

Uma das análises preliminares apontou a ausência de elementos de sinalização que indicassem a presença de um veículo parado na pista. A situação, no entanto, ainda será avaliada com maior profundidade no laudo pericial.

Os peritos também não identificaram marcas de frenagem no local da colisão, o que pode indicar que os freios da van não foram acionados antes do impacto. Além disso, foi constatado que nem a van escolar nem o caminhão possuíam tacógrafo, equipamento responsável por registrar informações como velocidade, distância percorrida e tempo de condução.

“A partir dos vestígios encontrados no local, a reconstrução inicial aponta que a van escolar seguia normalmente pela rodovia quando atingiu a traseira do caminhão. O impacto foi caracterizado como uma colisão frontal da van contra o veículo de carga”, explicou Núbia Miranda.

A previsão é de que os laudos periciais sejam concluídos entre 15 e 30 dias.

O motorista da van e o condutor do caminhão já prestaram depoimento na Delegacia de Polícia Civil de Itaberaí, para onde foram encaminhados após o acidente.

Segundo o delegado Mário Moraes, responsável pela investigação, o caso está sendo apurado como homicídio culposo e lesão corporal culposa na direção de veículo automotor.

“A gente está trabalhando com homicídio culposo e lesão culposa no trânsito. As condutas serão apuradas para instruir o inquérito policial, inclusive em relação à situação dessas crianças e adolescentes no veículo, se utilizavam cintos de segurança, se os veículos estavam em condições de trafegar, enfim, todas as circunstâncias serão apuradas”, afirmou o delegado.

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