Perícia recolhe DNA e imagens em investigação sobre desaparecimento de corretora em Caldas Novas

Perícia recolhe DNA e imagens em investigação sobre desaparecimento de corretora em Caldas Novas

Um novo avanço nas investigações sobre o desaparecimento da corretora de imóveis Daiane Alves Souza, de 43 anos, pode levar a pistas importantes sobre o paradeiro dela. A mulher foi vista pela última vez no dia 17 de dezembro de 2025, quando se dirigiu ao subsolo do prédio onde mora, em Caldas Novas.

De acordo com a Polícia Civil de Goiás (PCGO), uma perícia foi realizada no apartamento em que a profissional reside. Durante os trabalhos, foram recolhidos objetos pessoais para coleta de DNA e análise de possíveis vestígios de agressão ou sequestro, além da realização de varreduras em áreas comuns do condomínio.

Em entrevista à TV Serra Dourada, a perita criminal Núbia Oliveira informou que, além do material genético, também foram coletados dispositivos de mídia, com o objetivo de verificar se as imagens de câmeras de segurança sofreram algum tipo de adulteração. A expectativa é que os laudos periciais sejam concluídos entre 15 e 20 dias.

“Também foi coletado um dispositivo de armazenamento de mídias, que é o DVR. As câmeras do circuito interno de monitoramento realizaram esses registros, e esse equipamento, que armazena as imagens, foi encaminhado ao nosso laboratório de informática, sendo posteriormente analisado pelo laboratório de áudio e imagem, que poderá identificar informações sobre os registros e eventuais alterações”, explicou a perita.

Segundo o delegado responsável pelo caso, André Barbosa, foi montada uma força-tarefa, com equipes atuando tanto dentro quanto fora do condomínio.

“A Polícia não descarta nenhuma hipótese. Trabalhamos com todas as linhas de investigação possíveis, tanto a de que Daiane possa estar viva, quanto a de que ela tenha sido retirada do prédio por alguém, podendo ainda estar viva em outro local, ou até mesmo ter sido retirada e estar morta”, afirmou.

Em tempo

Daiane desapareceu no dia 17 de dezembro do ano passado, enquanto descia ao subsolo do prédio onde possuía imóveis, em Caldas Novas.

Imagens obtidas por câmeras de segurança mostram a corretora deixando o apartamento após uma queda de energia e entrando no elevador. No entanto, não há registros dela retornando ao imóvel.

Durante o deslocamento até o subsolo, Daiane chegou a gravar e enviar um vídeo para uma amiga, relatando que alguém havia desligado o registro de energia elétrica.

O celular da corretora parou de emitir sinal, e o carro dela estava em uma oficina no dia do desaparecimento.

Anteriormente, em entrevista à TV Serra Dourada, a mãe de Daiane, Nilse Alves Pontes, afirmou que a filha saiu de casa apenas com a intenção de religar a energia, tendo deixado a porta aberta e saído sem documentos pessoais.

Antes de desaparecer, Daiane relatou conflitos dentro do condomínio e afirmou estar sofrendo ameaças e perseguições, principalmente por parte do síndico do prédio, incluindo restrições a serviços básicos, como água e energia.

“Tem sido muito veiculada a relação da Daiane com o síndico, mas reforço que, neste momento da investigação, nenhuma pessoa é tratada como suspeita ou investigada”, ressaltou o delegado.

No último sábado, familiares e amigos de Daiane realizaram uma manifestação pacífica pedindo respostas sobre o desaparecimento.

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