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Piloto investigado por transportar 340 kg de cocaína em aeronave é mantido preso pela Justiça

Tentativa de escapar mobilizou equipes do Comando de Operações de Divisas (COD)
Piloto investigado por transportar 340 kg de cocaína em aeronave é mantido preso pela Justiça
(Foto: Reprodução)

O piloto investigado por utilizar uma aeronave para transportar uma carga de aproximadamente 340 quilos de cocaína continuará preso. A Justiça de Goiás decidiu converter a prisão em flagrante em prisão preventiva após audiência de custódia realizada nesta sexta-feira (17).

O caso aconteceu em uma área rural de Itarumã, no Sul do estado, depois que um avião monomotor precisou realizar um pouso forçado. Segundo a investigação, após a aterrissagem, o piloto teria retirado a carga da aeronave com auxílio de trabalhadores da propriedade e, posteriormente, colocado fogo no avião antes de fugir.

A tentativa de escapar mobilizou equipes do Comando de Operações de Divisas (COD) e da Polícia Rodoviária Estadual, que fizeram buscas na região e montaram um cerco para localizar o suspeito.

Durante a operação, os policiais abordaram um veículo que circulava próximo ao ponto onde foram encontrados sinais da fuga. Os ocupantes do carro informaram que mantinham contato com o piloto e indicaram aos agentes a possível localização dele. O suspeito foi encontrado e preso no local indicado.

Com ele, os policiais apreenderam equipamentos e objetos que podem auxiliar na investigação, como um telefone celular, um aparelho de comunicação via satélite, uma faca e dinheiro em espécie, totalizando R$ 5.327.

Ainda conforme a apuração, o investigado teria tentado dificultar o trabalho das autoridades ao destruir o GPS da aeronave e descartar anotações com informações sobre rotas e pistas de pouso. Parte desses documentos foi localizada em uma área de mata, mas o equipamento eletrônico não foi encontrado.

Para o Ministério Público de Goiás (MPGO), a prisão preventiva era necessária diante dos indícios de participação em uma estrutura criminosa voltada ao tráfico de drogas, além da possibilidade de fuga e continuidade das atividades ilegais.

Ao analisar o pedido, o Judiciário manteve a prisão do suspeito e autorizou medidas para aprofundar a investigação, incluindo a análise dos dados armazenados nos aparelhos apreendidos. A Justiça também determinou a destruição da droga apreendida, com preservação de amostras que serão utilizadas na perícia.

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