A morte da fisioterapeuta Larissa da Mata Silva, de 30 anos, está sendo investigada pela Polícia Científica de Goiás. Em nota, o órgão informou que a coleta de material biológico para exames toxicológicos já foi realizada e que os resultados integrarão a análise pericial destinada a esclarecer a causa da morte.
Segundo a corporação, a profissional morreu no Hospital Municipal de Mozarlândia, no último domingo (02).
A equipe da 2ª Coordenação Regional de Polícia Técnico-Científica (2ª CRPTC), sediada na Cidade de Goiás, foi acionada para atender a ocorrência. No local, foram realizados os procedimentos periciais, incluindo a remoção do corpo e o exame necroscópico, em conformidade com os protocolos técnico-científicos adotados pela instituição.
Em nota, a Polícia Científica informou que o laudo pericial está em elaboração e deverá ser concluído dentro do prazo legal de até 10 dias. O período poderá ser prorrogado, caso seja necessário aguardar os resultados dos exames toxicológicos, que fazem parte da investigação.
Quem era Larissa da Mata?
Fisioterapeuta e professora universitária, Larissa morava em Goiânia e era conhecida por atuar na área de estética, realizando procedimentos de ultrassom estético por meio de um método não invasivo voltado à redução de medidas corporais.
A morte da profissional gerou repercussão nas redes sociais. Em uma carta aberta, a amiga Ketlyn lamentou a perda e relembrou o forte vínculo que mantinham.
“O destino nos uniu, nos protegeu, e apesar de sermos tão opostas éramos complementares. Nada que eu escreva aqui vai ser suficiente. Eu falei que te amava sempre, falei o quão você era forte e que estaria aqui por você. Perdi minha melhor amiga. Minha irmã. Sempre falamos que não foi nessa vida que nos conhecemos. Não será a última.”
Na homenagem, Ketlyn também destacou a ligação entre as duas e a paixão em comum pela cantora Ana Castela.
“Que seja bem recebida pela nossa espiritualidade, que nunca nos desamparou. Não tenho dúvida de que está bem onde estiver. E logo, logo a gente se encontra de novo. Enquanto isso, vou seguindo por aqui sem você, mas para sempre com você. Foi um privilégio ter encontrado você. Te amo em tudo, por tudo. Olha por mim aí, me levanta, me dá força.”
O Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 19ª Região (Crefito-19) também lamentou a morte da profissional. Em nota publicada nas redes sociais, a entidade destacou a dedicação, a ética e o compromisso de Larissa com a fisioterapia e a docência.
“Sua trajetória e inovação na área contribuíram de forma significativa para a formação de novos profissionais, para a saúde e o bem-estar da população e para a valorização da nossa categoria em Goiás”, afirmou o Conselho.