O primeiro caso de contaminação por febre Oropouche foi confirmado em Goiás. A informação foi divulgada pela Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO).
De acordo com a pasta, o paciente é um homem adulto residente em Anápolis.
Após investigação da Vigilância Epidemiológica do município, foi constatado que não se trata de um caso importado, mas sim autóctone, ou seja, com transmissão local.
Segundo a SES-GO, a equipe da Subsecretaria de Vigilância em Saúde acompanha o trabalho de monitoramento e investigação realizado pela vigilância epidemiológica da Regional de Saúde e pela Secretaria Municipal de Saúde de Anápolis.
A confirmação laboratorial foi realizada pelo Laboratório Estadual de Saúde Pública Dr. Giovanni Cysneiros (Lacen-GO), que faz o monitoramento rotineiro de arboviroses como dengue, zika, chikungunya e a própria febre Oropouche.
De acordo com a SES, o paciente procurou uma unidade de saúde de Anápolis com suspeita de dengue no dia 24 de março.
Ele apresentava sintomas como exantema, febre e tontura. Após acompanhamento clínico e realização de exames, foi confirmado o diagnóstico de febre Oropouche. O paciente apresentou quadro leve e evoluiu para a cura.
Sintomas e transmissão
Conforme a SES-GO, os sintomas da doença são semelhantes aos da dengue, incluindo dor de cabeça intensa, febre, dores musculares, náuseas e diarreia.
A transmissão ocorre principalmente por meio do inseto Culicoides paraensis (maruim), conhecido popularmente como mosquito-pólvora.
Após picar uma pessoa ou animal infectado, o vírus permanece no inseto por alguns dias. Quando o inseto pica uma pessoa saudável, pode transmitir a doença.
Equipes da Regional de Saúde e do município de Anápolis também identificaram a presença do maruim na região.
Segundo a SES, um dos diferenciais da febre Oropouche é a elevada taxa de recidiva (reaparecimento) dos sintomas, que pode ocorrer em até 60% dos casos.
Após uma aparente melhora, geralmente entre dois e sete dias, cerca de metade dos pacientes pode apresentar retorno dos sintomas, como dor de cabeça intensa, dores musculares e febre, uma a duas semanas após o início da doença.
Assim como ocorre com a dengue, não há tratamento específico para a febre Oropouche. O atendimento é voltado para o alívio dos sintomas.