A Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) da Câmara Municipal de Goiânia rejeitou, na quarta-feira (28), o veto integral ao Projeto de Lei que prevê a criação do Calçadão da Rua 8, no Centro da capital. A proposta, de autoria da vereadora Aava Santiago (PSB), pretende ampliar o espaço destinado aos pedestres e incentivar o comércio, o turismo e a realização de atividades culturais na região.
O projeto de lei nº 442/2025 abrange o trecho entre a Avenida Anhanguera e a Rua 4, no Setor Central.
A ideia é manter o trânsito de veículos durante os dias úteis e restringir a circulação às sextas-feiras e aos sábados, a partir das 18h, além de domingos e feriados, durante todo o dia.
Nesses períodos, o espaço poderá receber apresentações artísticas, atividades culturais, eventos gastronômicos e turísticos, feiras e iniciativas de comércio de rua organizado.
A proposta também prevê exceções para veículos de emergência e segurança pública, operações de carga e descarga e serviços públicos essenciais.
Além das mudanças no trânsito, o texto autoriza a Prefeitura a firmar parcerias com empresas e outras instituições para viabilizar melhorias na infraestrutura da Rua 8.
Entre as intervenções previstas estão a instalação de bancos, a melhoria da iluminação, o paisagismo e a implantação de bicicletários.
A proposta também permite obras para padronizar a via e melhorar as condições de acessibilidade, além da realização de eventos culturais e turísticos.
O objetivo é tornar o espaço mais atrativo para moradores, trabalhadores, comerciantes e visitantes.
Segundo Aava Santiago, a iniciativa busca estimular a circulação de pessoas pelo Centro e criar oportunidades para os comerciantes que trabalham na região.
A vereadora defende que a valorização do espaço público deve conciliar o funcionamento das atividades comerciais com opções de lazer, cultura e convivência.
A proposta tem como referência o projeto Ocupa o Centro, que estabelece regras para a utilização de vias da região central em períodos específicos.
A iniciativa do calçadão busca ampliar esse modelo, mantendo o acesso de veículos durante a semana e priorizando os pedestres nos fins de semana e feriados.
A rejeição do veto pela CCJ permite que a discussão avance na tramitação legislativa, conforme os procedimentos da Câmara Municipal.
A medida, portanto, não significa que o calçadão já esteja implantado.
A proposta também se inspira em experiências de outras cidades brasileiras que adotaram espaços prioritários para pedestres como estratégia de valorização urbana, cultural e econômica.