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Projeto que restringe bloqueios de ruas em horários de pico avança na Câmara de Goiânia

Proposta aprovada na CCJ quer impedir interdições em vias da capital nos períodos de maior movimento para reduzir congestionamentos e melhorar a fluidez do trânsito
Foto: SET

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Municipal de Goiânia aprovou, na quarta-feira (17), um projeto de lei que proíbe o bloqueio total ou parcial de vias públicas durante horários de pico na capital.

De autoria da vereadora Léia Klébia (Podemos), a proposta determina que obras e serviços, públicos ou privados, não poderão interditar vias entre 06h30 e 08h30 e entre 17h e 19h, de segunda a sexta-feira. A regra não se aplica aos feriados.

Segundo a parlamentar, a medida busca reduzir transtornos causados por intervenções realizadas nos momentos de maior circulação de veículos.

Para a vereadora, os bloqueios nesses períodos contribuem para a formação de congestionamentos, aumentam o tempo de deslocamento da população e impactam o funcionamento do transporte público e privado.

Além disso, o texto destaca que a redução da fluidez no trânsito pode gerar reflexos na segurança viária e até no aumento da emissão de poluentes.

Exceções incluem serviços essenciais e emergenciais

Apesar das restrições, o projeto prevê exceções para situações consideradas essenciais. Ambulâncias, viaturas policiais, veículos do Corpo de Bombeiros, da Defesa Civil e das Forças Armadas poderão realizar intervenções quando necessário.

Da mesma forma, a proposta permite bloqueios relacionados a serviços de abastecimento de água, energia elétrica, telefonia, gás, coleta de lixo, correios e manutenção do sistema viário.

O texto também contempla operações de transporte de sangue, insumos destinados a hospitais, cargas voltadas à segurança pública e serviços de transporte de valores.

Segundo a justificativa apresentada, essas atividades exigem tratamento diferenciado devido ao interesse público e à necessidade de funcionamento contínuo.

Agora, a matéria segue para apreciação em plenário. Caso receba aprovação dos vereadores nas próximas etapas de votação, o projeto ainda precisará ser sancionado para entrar em vigor em Goiânia.

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