A chamada “chuva de velames” chamou a atenção de moradores e tomou o céu de Itaberaí na última terça-feira (26), durante uma operação de assalto aeroterrestre promovida pelo Exército Brasileiro.
O termo é um jargão militar utilizado no paraquedismo para descrever o momento em que diversos paraquedistas saltam de uma aeronave e abrem os paraquedas simultaneamente, formando um grande conjunto de velames no céu.
A atividade reuniu 80 militares da Força-Tarefa (FT) Afonso, estrutura que integra a Força de Prontidão (Forpron) do Exército, dentro do contexto da Operação Escudo-Tínia.
Segundo o Exército Brasileiro, a ação contou com o apoio de quatro aeronaves KC-390 da Força Aérea Brasileira (FAB).
O treinamento simulou uma operação de conquista de localidade, estratégia utilizada para acelerar o cerco ao inimigo por meio do lançamento de tropas paraquedistas em área estratégica.
Ao todo, foram registradas 80 aberturas simultâneas de velames, criando no céu o fenômeno conhecido entre os militares como “chuva de velames”.
“Quando os velames se abrem simultaneamente no ar, para quem observa do solo, o cenário se assemelha a uma verdadeira chuva de velames. Esse tipo de lançamento exige elevado nível de coordenação entre a tropa e as aeronaves, além de preparo técnico constante dos militares para atuação em operações aeroterrestres”, explicou o comandante da Força-Tarefa Afonso, tenente-coronel Manfra.
Após os saltos, os militares executaram procedimentos de segurança e controle dos equipamentos, incluindo a verificação da abertura dos paraquedas e a observação do espaço aéreo ao redor para evitar aproximações perigosas durante a descida.
Na sequência, os combatentes seguiram em direção à Zona de Lançamento (ZL), utilizando técnicas de navegação aérea de acordo com as condições do vento e os protocolos operacionais da missão. Cada militar carregava cerca de 50 quilos de equipamentos, entre armamentos, mochila operacional, capacete e itens de proteção individual.
Depois do pouso, a tropa realizou uma rápida reorganização em solo para garantir a segurança da área e dar continuidade à operação simulada. Em missões reais, os paraquedas podem ser abandonados temporariamente para agilizar a movimentação da tropa. No treinamento realizado em Itaberaí, no entanto, os equipamentos foram recolhidos após a reorganização inicial.