O futuro do viaduto inacabado da Avenida Leste-Oeste, sobre a Avenida Castelo Branco, em Goiânia, poderá contar com a participação da população. Neste domingo (28), o prefeito Sandro Mabel (UB) publicou um vídeo nas redes sociais informando que a Prefeitura avalia alternativas para definir o que será feito com a estrutura, cuja construção foi interrompida.
Durante a visita ao local, Mabel afirmou que uma das possibilidades em estudo é a liberação das vias laterais da Avenida Leste-Oeste para melhorar a circulação de veículos enquanto uma decisão definitiva é tomada sobre a obra. “Estou com vontade de abrir a via lateral, boto os semáforos aqui”, declarou o prefeito no vídeo.
Além de apresentar a ideia, o chefe do Executivo municipal pediu que moradores enviem sugestões sobre qual seria a melhor solução para o empreendimento.
A construção do complexo viário teve início em maio de 2024, durante a gestão do ex-prefeito Rogério Cruz (Republicanos). O projeto integrava o programa Goiânia Adiante e previa um elevado com cerca de 350 metros de extensão sobre a Avenida Castelo Branco, além da implantação de aproximadamente 845 metros de drenagem e mais de 13 mil metros quadrados de pavimentação.
Orçada em R$ 14,05 milhões, a intervenção tinha prazo inicial de 240 dias para ser concluída. Na época, a Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana (Seinfra) informou que a obra buscava melhorar a mobilidade em um dos principais corredores viários da capital. Para viabilizar os trabalhos, foram realizadas mudanças no trânsito, incluindo interdições parciais da Avenida Leste-Oeste, desvios de tráfego e a desativação temporária do semáforo no cruzamento com a Avenida Castelo Branco.
O empreendimento fazia parte do programa Goiânia Adiante, lançado pela administração de Rogério Cruz como um pacote de investimentos de R$ 1,724 bilhão em áreas como infraestrutura, mobilidade, saúde e educação. À época, a Prefeitura afirmou que os recursos para a primeira etapa das obras seriam provenientes do próprio caixa do município.
Para acompanhar a execução dos projetos, a gestão anterior ampliou as atribuições do Comitê de Acompanhamento de Obras Públicas Prioritárias (CAOPP), responsável por monitorar o andamento das intervenções.
Apesar da previsão de entrega ainda em 2024, o viaduto segue sem conclusão. Agora, a atual administração estuda os próximos passos para a estrutura e afirma que as manifestações da população poderão contribuir para a definição do destino da obra.
Veja o vídeo: