A Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) realiza, até o próximo sábado (14), uma série de ações durante a Semana Mundial do Rim. A mobilização alerta a população sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce da Doença Renal Crônica (DRC).
Durante o período, equipes de saúde oferecem atendimentos gratuitos, exames de triagem e orientações à população.
Uma das atividades ocorre na Centrais de Abastecimento de Goiás (Ceasa), em Goiânia. A ação acontece na terça-feira (10), das 09h às 12h, e será voltada a trabalhadores e visitantes do local.
No atendimento, equipes da saúde vão oferecer exames gratuitos de creatinina, aferição de pressão arterial e teste de glicemia. Além disso, a população poderá realizar testagem para infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).
Os profissionais também oferecerão auriculoterapia e orientações sobre prevenção e cuidados com a saúde renal.
A programação ainda inclui o II Simpósio de Nefrologia do Estado de Goiás. O evento ocorre na quarta-feira (11), na Escola de Saúde Pública de Goiás.
O encontro reunirá gestores estaduais e municipais, profissionais da rede de terapia renal substitutiva e representantes das regionais de saúde. Durante o simpósio, os participantes vão discutir estratégias para fortalecer a rede de atenção à pessoa com Doença Renal Crônica.
Entre os temas debatidos estão a organização da terapia renal substitutiva, que inclui hemodiálise e diálise peritoneal. Também serão discutidas medidas para ampliar o acesso aos serviços e descentralizar o atendimento.
Panorama estadual
Dados da Secretaria de Saúde mostram que Goiás possui atualmente 4.321 pacientes em hemodiálise e 61 em diálise peritoneal pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Ao todo, 4.382 pessoas realizam algum tipo de terapia renal substitutiva no estado.
A Doença Renal Crônica representa um dos principais desafios de saúde pública no mundo, uma vez que a doença pode evoluir de forma silenciosa. Por isso, especialistas recomendam exames de rotina, como dosagem de creatinina e análise de urina.
Pessoas com diabetes, hipertensão, doenças cardiovasculares, obesidade ou histórico familiar de doença renal fazem parte do grupo de maior risco. Portanto, esses pacientes devem manter acompanhamento regular.