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Serra dos Pireneus abriga onças-pintadas e mantém áreas abertas à visitação em Goiás

Unidade de conservação entre Pirenópolis, Cocalzinho e Corumbá reúne trilhas e mirantes
Serra dos Pireneus abriga onças-pintadas e mantém áreas abertas à visitação em Goiás
Fotos: Guia Turístico de Goiás/Leandro Vitorino

Entre formações rochosas, campos rupestres e mirantes naturais, a Serra dos Pireneus se destaca como um dos principais refúgios de vida selvagem em Goiás. A região se estende por Pirenópolis, Cocalzinho de Goiás e Corumbá de Goiás e abriga ao menos 37 onças-pintadas identificadas em monitoramento voluntário.

Apesar da presença dos grandes felinos, o público pode visitar parte da área. A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) administra o Parque Estadual dos Pireneus, inserido na Área de Proteção Ambiental (APA) dos Pireneus, e oferece entrada gratuita. No entanto, proprietários particulares cobram acesso em algumas cachoeiras localizadas dentro de suas áreas.

O que pode ser visitado

O visitante pode acessar o Pico dos Pireneus, ponto mais alto da serra, além do Morro do Ventilador, trilhas sinalizadas e trechos do Caminho de Cora Coralina. Além disso, o parque permite caminhadas, contemplação da paisagem e observação da natureza. De modo geral, o período mais indicado para visitação vai de maio a setembro, quando o clima seco facilita o percurso no local.

Por outro lado, a gestão do parque restringe a permiação a nascentes, campos rupestres sensíveis, corredores ecológicos e áreas de reprodução da fauna. Dessa forma, o controle protege espécies vulneráveis e mantém o equilíbrio ambiental.

Importância ambiental da região

A vegetação preservada, o relevo acidentado e a oferta de presas naturais criam condições favoráveis para a permanência das onças-pintadas. Há quase uma década, voluntários realizam o monitoramento com apoio do Instituto Onça-Pintada. Para isso, a equipe utiliza armadilhas fotográficas e coleiras com GPS, que permitem acompanhar hábitos, deslocamentos e áreas de uso dos animais.

Além das onças, a serra concentra espécies como lobo-guará, tatu-canastra, anta e tamanduá. Também vivem na região aves como urubu-rei e ema. Paralelamente, pesquisadores já catalogaram mais de 400 espécies de plantas típicas do Cerrado, incluindo exemplares raros.

Para garantir a preservação, a administração proíbe a entrada de animais domésticos, o uso de fogo, a caça, a pesca e a retirada de qualquer material natural.

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