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SES-GO alerta para importância do diagnóstico precoce da hanseníase

À TV Serra Dourada, coordenadora de Doenças Negligenciadas da pasta destaca alguns dos prinicipais sintomas
SES-GO alerta para importância do diagnóstico precoce da hanseníase
Foto: SES

Considerada uma doença infecciosa crônica que causa manchas na pele com perda de sensibilidade, a hanseníase continua sendo motivo de preocupação para as autoridades sanitárias em Goiás. De acordo com dados preliminares divulgados pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), ao longo de 2025 o estado registrou 743 novos casos.

Desse total, 6,7% dos pacientes chegaram aos serviços de saúde já com algum tipo de incapacidade física, como deformidades nas mãos e pés, lesões tróficas, complicações oculares, alterações neurológicas permanentes e dores crônicas.

Transmitida principalmente por gotículas de saliva, por meio de tosse ou espirro após contato íntimo e prolongado, a doença é tratável e tem cura, com tratamento oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

À TV Serra Dourada, a coordenadora estadual de Doenças Negligenciadas da SES-GO, Eunice Salles, ressaltou a importância do diagnóstico precoce. Segundo ela, o tratamento pode durar seis meses para pacientes com hanseníase paucibacilar (PB) e até 12 meses para os casos de hanseníase multibacilar (MB). O diagnóstico é realizado por meio de exame físico da pele e dos nervos nas unidades de saúde.

“Isso [o diagnóstico precoce] ainda é um desafio. Falamos de uma doença negligenciada, que carece de políticas públicas, principalmente na área de ciência, com novas tecnologias para exames e medicamentos. Além disso, ela não provoca muito desconforto no início e os sintomas demoram a incomodar, o que faz com que as pessoas demorem a procurar uma unidade de saúde”, explica.

De acordo com a especialista, entre os principais sintomas estão manchas na pele — brancas, avermelhadas ou castanhas —, além de diminuição da sensibilidade ao calor, à dor ou ao toque, formigamento, dormência nas mãos e nos pés, redução da transpiração e queda de pelos.

Tratamento

Nos casos diagnosticados, o tratamento é realizado com uma combinação de antibióticos disponibilizados pelo SUS. Eunice reforça que a regularidade no uso da medicação é fundamental.

“A irregularidade no tratamento não pode existir. O paciente precisa seguir o tratamento corretamente. Ele deve tomar as doses em casa e, caso interrompa, será necessário reiniciar todo o tratamento”, destaca.

Em relação aos familiares e contatos próximos das pessoas diagnosticadas, a coordenadora afirma que todos devem passar por avaliação médica.

“Essas pessoas precisam ser avaliadas assim que o diagnóstico é confirmado. Em alguns casos, é possível realizar um teste rápido. Se o resultado for positivo, trata-se de um contato que deverá ser acompanhado de perto por até cinco anos”, explica.

Em Goiás, o Hospital de Doenças Tropicais Dr. Anuar Auad (HDT) recebe os casos mais graves e complexos encaminhados por outras unidades de saúde. O hospital atende pacientes de todas as idades da Região Metropolitana de Goiânia, do interior do estado e também de estados vizinhos, como Pará, Bahia, Maranhão e Tocantins.

Além do HDT, o Centro Estadual de Atenção Prolongada e Casa de Apoio Condomínio Solidariedade (Ceap-Sol) também presta atendimento a pacientes com doenças infecciosas, incluindo a hanseníase.

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