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Seu Waldemar aguarda audiência após prisão por dívida de pensão alimentícia

Humorista goiano foi preso no Paraguai e levado para Ponta Porã (MS), onde permanece à disposição da Justiça
Humorista "Seu Waldemar" é preso no Paraguai por dívida de pensão superior a R$ 20 mil
(Foto: Reprodução)

O ator e humorista goiano Seu Waldemar aguarda a realização de audiência de custódia em Ponta Porã (MS) após ser preso por dívida de pensão alimentícia. A expectativa é que o procedimento ocorra nesta quarta-feira (24).

Conhecido nas redes sociais e por apresentações humorísticas em Goiás, Waldemar Neto Lobo Melo do Carmo foi detido na terça-feira (23), em Pedro Juan Caballero, no Paraguai. A cidade faz fronteira com Ponta Porã, onde ele foi encaminhado após o cumprimento da ordem judicial.

Segundo a advogada Flávia Aragão, que representa a mãe e o filho do humorista, o débito relacionado à pensão alimentícia ultrapassa R$20 mil. De acordo com ela, a prisão ocorreu após movimentações processuais realizadas também em âmbito internacional.

“Todas as vezes que informei que ele estava no Paraguai, não conseguimos avançar no processo. A prisão só aconteceu porque também movimentei o caso internacionalmente”, afirmou a advogada.

Dívida ultrapassa R$20 mil

O mandado de prisão civil foi expedido pela Justiça brasileira em razão do não pagamento da obrigação alimentar. Conforme a representante da parte autora, o humorista foi localizado em território paraguaio e posteriormente conduzido para Mato Grosso do Sul.

Agora, a audiência de custódia deverá avaliar a legalidade da prisão e definir os próximos encaminhamentos do caso.

Ainda segundo Flávia Aragão, a transferência para Goiânia dependerá de procedimentos específicos entre os órgãos competentes.

“Para que ele venha para Goiânia, é necessário que haja solicitação para que o Estado realize o transporte. Só devo ter essa confirmação ao final do dia”, explicou.

Prisão tem caráter coercitivo

A medida foi decretada com base no artigo 528 do Código de Processo Civil, dispositivo que prevê prisão civil para casos de inadimplência de pensão alimentícia.

A advogada destaca que a prisão não possui natureza criminal, mas busca garantir o cumprimento da obrigação e assegurar os direitos da criança ou adolescente beneficiado pela pensão.

“A execução de alimentos não possui caráter punitivo, mas coercitivo, visando assegurar o direito fundamental do menor à subsistência, saúde, educação e dignidade”, afirmou.

Nos últimos meses, Seu Waldemar estava morando no Paraguai, onde cursava Medicina.

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