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“Simples e alegre”: saiba quem era o vereador que morreu durante acidente em Anápolis

Ele iniciou a atuação na cidade como feirante – atividade que continuou exercendo mesmo após assumir cargo
“Simples e alegre”: saiba quem era o vereador que morreu ao tentar atravessar a rua em Anápolis
Foto: Divulgação/Câmara Municipal de Anápolis

A morte do vereador Carlos Antônio dos Santos (PSD), conhecido como “Carlim da Feira”, de 56 anos, ocorrida na madrugada de segunda-feira (09), tem causado comoção entre amigos, familiares e conhecidos. O parlamentar morreu após ser atropelado por uma motocicleta enquanto tentava atravessar a via na noite de domingo (08), na Avenida Jamel Cecílio, em Anápolis.

Descrito por colegas como uma pessoa simples, alegre e sempre disposta a ajudar, a trajetória do político foi marcada por superação. Natural de São Francisco de Goiás, ele iniciou a atuação em Anápolis como feirante — atividade que continuou exercendo mesmo após assumir o cargo de vereador.

Carlos se tornou líder entre os feirantes, com forte atuação no comércio de frutas e verduras, e também era reconhecido pelo trabalho social, realizando doações de alimentos a famílias em situação de vulnerabilidade.

Mesmo no exercício do mandato, Carlim da Feira afirmava não se considerar um político tradicional. Tímido, costumava ressaltar que a vida não havia mudado após ser eleito. Ele disputou eleições por três vezes — em 2016, 2020 e 2024 — e conquistou o mandato na terceira tentativa, com 2.217 votos.

“Eu sou feirante. Não largo a feira, não. Sou o Carlinho da Feira e aqui é meu lugar”, disse em uma declaração.

Em nota, a Câmara Municipal de Anápolis lamentou a morte do parlamentar e destacou o legado deixado por ele. O caso segue sendo investigado pela 3ª Delegacia de Polícia de Anápolis.

Em tempo

De acordo com a Polícia Militar (PM), após o acidente, o vereador foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado em estado grave ao Hospital de Urgências de Anápolis (Heana).

Ele deu entrada na unidade com diagnóstico de traumatismo crânio-encefálico (TCE) grave e foi submetido a uma cirurgia de craniotomia descompressiva. No pós-operatório, Carlos sofreu paradas cardiorrespiratórias, não resistiu e morreu durante a madrugada.

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