O preço dos combustíveis volta a preocupar em Goiás. O Sindiposto GO divulgou uma carta aberta na quinta-feira (17) para alertar sobre a alta nos custos de aquisição de gasolina, etanol e, principalmente, óleo diesel. Segundo o sindicato, os postos vêm pagando mais caro às distribuidoras para repor os estoques.
De acordo com a entidade, o cenário está relacionado à instabilidade no mercado de combustíveis, influenciada pelos conflitos no Oriente Médio, pela oscilação do preço do petróleo no mercado internacional e por dificuldades na oferta de derivados.
Na prática, o sindicato explica que o valor pago pelos postos pode aumentar mesmo quando não há anúncio de reajuste nas refinarias. Isso acontece porque as distribuidoras podem alterar os preços cobrados dos revendedores, aumentando o custo de reposição dos produtos.
Os postos também vêm enfrentando restrições de volume e dificuldades no fornecimento, principalmente de diesel, segundo o Sindiposto. Apesar disso, a organização esclarece que, até o momento, não há indicação de um desabastecimento generalizado no país.
A preocupação aumenta com o início do plantio da safra 2026/2027. O diesel é utilizado em diversas atividades no campo e, segundo a entidade, a alta dos custos e as incertezas sobre o fornecimento podem pesar ainda mais para produtores e empresários rurais durante o período.
O sindicato também reforçou que os postos são o último elo da cadeia de comercialização e não participam da produção, do refino, da importação ou da distribuição dos combustíveis.
Por isso, eventuais mudanças nos preços das bombas podem estar relacionadas, entre outros fatores, aos custos pagos pelos estabelecimentos na compra dos produtos.
O Sindiposto GO informou que continuará acompanhando os preços e as condições de fornecimento e que manterá diálogo com entidades do setor e autoridades para acompanhar a situação.
A organização também esclareceu que não interfere na formação dos preços dos combustíveis. Cada posto tem autonomia para definir os valores cobrados, considerando os próprios custos e a realidade comercial, dentro das normas e da livre concorrência.
Confira a nota na integra
*CARTA ABERTA*
O SINDIPOSTO GO informa que acompanha com atenção o atual cenário de instabilidade no mercado de combustíveis, influenciado pelos conflitos no Oriente Médio, pela volatilidade do petróleo no mercado internacional e pelas dificuldades relacionadas à oferta de derivados.
Nas últimas semanas, os postos revendedores vêm enfrentando sucessivos aumentos nos preços de aquisição dos combustíveis junto às distribuidoras, atingindo gasolina, etanol e, especialmente, óleo diesel.
Na prática, isso significa que os postos estão pagando mais caro para repor seus estoques. Assim, mesmo quando não há anúncio de reajuste nas refinarias, o preço efetivamente cobrado pelas distribuidoras pode aumentar, elevando diretamente o custo de aquisição suportado pelo revendedor.
Além da alta dos custos, também vêm sendo relatadas restrições, limitações de volumes e dificuldades no fornecimento, principalmente de óleo diesel, situação que aumenta a preocupação com a regularidade do abastecimento.
Esse cenário preocupa ainda mais por coincidir com o início do plantio da safra 2026/2027. O óleo diesel é um insumo essencial para as atividades no campo e a elevação de seus custos, somada às incertezas quanto ao fornecimento, onera ainda mais o produtor e o empresário rural justamente em um momento de grande pressão econômica sobre o agronegócio.
É importante esclarecer que os postos são o último elo da cadeia de comercialização: não produzem, refinam, importam ou distribuem combustíveis. Por isso, eventuais alterações nos preços praticados nas bombas refletem, entre outros fatores, as variações do custo efetivamente pago pelo posto na aquisição e reposição dos produtos.
Embora não haja, neste momento, indicação de desabastecimento generalizado no País, o cenário exige atenção.
O SINDIPOSTO GO continuará acompanhando a evolução dos preços e das condições de fornecimento, mantendo diálogo com as entidades do setor e autoridades competentes, em defesa da regularidade do abastecimento, da transparência das informações e do equilíbrio nas relações de mercado.
Esclarecemos, ainda, que não realizamos qualquer interferência na formação dos preços dos combustíveis, tampouco nas condições comerciais praticadas pelos postos revendedores no Estado de Goiás. Cada estabelecimento possui autonomia para definir seus preços, de acordo com seus custos e sua realidade comercial, observadas as normas aplicáveis e a livre concorrência. A atuação do Sindicato é exclusivamente institucional e representativa, não havendo orientação, recomendação ou definição de preços a serem praticados por seus associados.
Goiânia, 17 de setembro de 2026.
Sindiposto GO
Sindicato Empresarial do Sistema Comércio