Trabalhadores da rede municipal de ensino de Goiânia entraram em greve na última terça-feira (12). O anúncio foi feito pelo Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Goiás (Sintego) por meio das redes sociais.
Segundo o sindicato, a expectativa é de que cerca de 50 escolas paralisem totalmente as atividades, enquanto outras 50 devem funcionar parcialmente.
De acordo com o Sintego, a categoria reivindica a implementação do plano de carreira dos servidores administrativos, o pagamento das progressões funcionais, reajuste do piso salarial dos professores, pagamento da data-base dos administrativos e a aplicação do descongela previsto na Lei nº 226/26, além do enquadramento estabelecido pela Lei nº 15.326/26, entre outras demandas.
A presidente em exercício do sindicato, Ludmylla Morais, afirmou que, apesar da paralisação, as secretarias das unidades escolares continuam funcionando para atendimento à comunidade.
A decisão pela greve foi aprovada durante assembleia geral realizada pelo Sintego na última quinta-feira (7), quando os trabalhadores deliberaram pela suspensão das atividades diante da falta de avanço nas negociações com o município.
Em nota, a Secretaria Municipal de Educação de Goiânia (SME) informou que acompanhará o cumprimento da determinação judicial relacionada ao movimento grevista.
O Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO) determinou que ao menos 70% dos servidores da educação permaneçam em atividade durante a paralisação, garantindo o funcionamento mínimo da rede municipal.