A Polícia Militar (PM) prendeu, na segunda-feira (02), três pessoas suspeitas de envolvimento no ataque a tiros em que uma mãe pulou sobre o atirador na tentativa de salvar a vida dos próprios filhos. O episódio aconteceu no domingo (1º), em Nerópolis.
Segundo a corporação, os suspeitos foram presos em flagrante no dia seguinte ao crime, enquanto outros dois seguem sendo investigados por possível participação na ação.
Em nota, a defesa dos dois investigados afirmou que eles são apenas suspeitos e negam qualquer envolvimento com o crime.
“Eles negam veementemente qualquer participação e permanecem à disposição para prestar todos os esclarecimentos necessários”, diz o comunicado.
Em tempo
O crime foi registrado por câmeras de videomonitoramento. A mãe de uma das vítimas teria se jogado contra o atirador, que efetuava disparos contra o filho dela, um jovem de 23 anos, que não resistiu e faleceu.
Durante a ação, ela caiu no chão e entrou em luta corporal na tentativa de conter o agressor. O outro filho, de 20 anos, tentou ajudá-la, mas foi atingido por um disparo na testa e segue internado em uma unidade de saúde.
Segundo o delegado responsável pelo caso, o crime teria sido motivado por ciúmes, já que o jovem que morreu durante a ação trocava mensagens com a companheira do suspeito.
Momentos antes do ataque, a mãe teria sido alertada sobre o risco que o filho corria, o que a levou a se deslocar até o local, mas não conseguiu chegar a tempo de evitar o crime.
De acordo com a PM, os militares seguem realizando diligências para localizar e prender os outros dois suspeitos. O homem apontado como autor dos disparos contra os irmãos foi identificado e possui passagem por tráfico de drogas.
Ele deve responder por homicídio qualificado e tentativa de homicídio.
Leia a nota:
A defesa técnica informa que tem pleno interesse no esclarecimento dos fatos e está colaborando integralmente com as autoridades responsáveis pela investigação.
Ressalta-se que os clientes são apenas suspeitos, não havendo, até o momento, qualquer prova concreta de participação no referido homicídio. Eles negam veementemente qualquer envolvimento no crime e permanecem à disposição para prestar todos os esclarecimentos necessários.
A defesa confia no trabalho da Polícia Civil e acredita que, com o regular andamento das investigações, a inocência dos assistidos será devidamente comprovada.
Por fim, reitera-se o compromisso com a Justiça e com o devido processo legal, preservando-se, sobretudo, a presunção de inocência.
Dr Jefferson Pereira