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Vereador de Urutaí vira réu por estupro contra estagiária da Câmara

Ele teria levado vítima até motel, sob falso pretexto de trabalho
Vereador de Urutaí vira réu por estupro contra estagiária da Câmara
(Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

Após ser denunciado pelo Ministério Público de Goiás (MPGO), o vereador de Urutaí, Éder Alberto Jorge Pimenta (sem partido), de 51 anos, tornou-se réu por estupro cometido contra uma estagiária de marketing da Câmara Municipal.

A denúncia foi recebida pela 2ª Vara Criminal da Comarca de Pires do Rio na segunda-feira (09). O investigado é acusado de estupro qualificado, pois teria se aproveitado do cargo e da relação de poder que exercia para cometer o crime.

Em nota enviada ao G1, a defesa do vereador informou que analisará os autos e adotará as medidas jurídicas cabíveis.

Logo após a denúncia, Éder perdeu o cargo de presidente da Câmara Municipal e foi indiciado pela Polícia Civil (PC).

Relembre o caso

O caso ocorreu em novembro do ano passado, após o vereador levar a vítima a um motel em Pires do Rio, onde, conforme a investigação, o crime teria sido praticado.

Anteriormente, em entrevista à TV Serra Dourada, o delegado responsável pelo caso, Elton Diogo Fonseca, informou que a principal prova utilizada no inquérito foi um áudio gravado pela própria vítima durante o ocorrido.

“Mesmo diante das negativas da vítima, ele praticou atos que caracterizam o crime de estupro”, destacou o delegado.

Em entrevista anterior à TV Anhanguera, a vítima relatou que foi informada sobre uma viagem de trabalho até Pires do Rio para a realização de fotos, mas acabou sendo levada a um motel, onde teria sido abusada.

“Ele me levou para um motel. Aí falou para eu descer e entrar no quarto, dizendo que a gente só iria conversar. Eu ainda questionei: ‘O que a gente está fazendo aqui? A gente não ia trabalhar, tirar fotos?’”, relatou.

Dentro do quarto, o homem teria ordenado que ela se sentasse na cama e passou a tocar o corpo dela. A jovem afirma que tentou empurrar o suspeito, mas não teve forças e que foi segurada pelo pescoço.

“Eu ficava dizendo que não queria aquilo, que estava ali apenas para fazer o trabalho de marketing, porque é algo que eu gosto e sempre fiz”, disse.

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