Após se apresentar na Delegacia de Inhumas, na quinta-feira (1º), o homem suspeito de matar Gustavo Martins dos Santos, de 27 anos, durante uma cobrança de dívida foi liberado. Adriano, como foi identificado pela própria defesa, prestou depoimento e deixou a delegacia em seguida, já que não houve flagrante.
Após a liberação, a defesa publicou uma série de imagens nos stories das redes sociais. Em uma delas, o advogado aparece ao lado do cliente, que estava sendo liberado, com a legenda: “Voa, passarinho. Obg (obrigado) pela confiança”.

Em outra publicação, o advogado aparece com Adriano em uma sala da delegacia. A imagem foi acompanhada da legenda: “Apresentando o cliente à autoridade competente”.

Segundo o delegado André Fernandes, responsável pela investigação, o suspeito afirmou que havia encontrado Gustavo para conversar sobre o pagamento de uma dívida. Ainda conforme o relato apresentado à polícia, em determinado momento, a vítima teria se irritado e partido para cima do cobrador, que teria efetuado os disparos para se defender.
Em nota, a defesa de Adriano reforçou essa versão e afirmou que ele agiu em legítima defesa. O advogado também alegou que a dívida de Gustavo era de R$ 5 mil e que os R$ 600 divulgados pela família correspondiam a uma parcela mensal do valor total.

Em entrevista à TV Serra Dourada, Milena Cristina Pereira, esposa da vítima, afirmou que Gustavo foi atingido por três tiros nas costas. Segundo ela, o suspeito e a vítima eram amigos de infância e frequentavam as casas um do outro.
“Depois que o Gustavo morreu, eu fiquei sabendo que ele tinha postado no WhatsApp que estava caçando o Gustavo, que ia ter uma recompensa para quem achasse”, relatou Milena.
Gustavo era pai de três crianças: um menino de sete anos e duas meninas, de quatro e três anos. De acordo com a esposa, ele era o principal responsável pelo sustento da família, que enfrentava dificuldades financeiras.
“Eu quero justiça, porque meus três filhos vão ficar sem pai. Eu só queria justiça”, disse Milena, emocionada.
Escrita por: Cecília Epifânio