O assassinato do jornalista Delson Carlos Henrique de Lima Barros, ocorrido na última sexta-feira (24), em um apartamento no Setor Bueno, em Goiânia, comoveu familiares, amigos, colegas de profissão e repercutiu nas redes sociais.
De acordo com informações apuradas pela TV Serra Dourada, a principal suspeita do crime é Renata de Almeida Pedreira e Sousa. Cirurgiã-dentista, ela mantinha amizade com Delson há mais de 10 anos e era proprietária do apartamento onde a vítima morava como inquilina.
Segundo as investigações, o crime ocorreu dentro do imóvel onde Delson residia com o companheiro, Warley Oliveira.
No momento do ocorrido, o jornalista estava na companhia de Renata e de Márcia Maria. Os três consumiam bebidas alcoólicas quando, em determinado momento, as duas mulheres iniciaram uma discussão.
Durante o desentendimento, Delson foi atingido por um golpe de faca. As circunstâncias que levaram ao ataque ainda são investigadas pela Polícia Civil.
Após o crime, a suspeita permaneceu trancada no apartamento ao lado de Márcia Maria. Warley Oliveira não estava no imóvel quando o homicídio aconteceu.
Equipes da Polícia Militar, com apoio do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), foram acionadas e tentaram negociar a rendição da suspeita, que, segundo os policiais, apresentava sinais de surto psicótico e chegou a tentar tirar a própria vida.
Como as negociações não avançaram, o Bope realizou uma intervenção tática e utilizou artefatos explosivos de distração para acessar o apartamento.
A Polícia Civil continua ouvindo testemunhas para esclarecer a dinâmica do crime, entre elas Márcia Maria, que também ficou ferida durante a ocorrência. A motivação do homicídio ainda não foi divulgada.
Renata foi autuada por homicídio consumado. Durante o interrogatório, ela exerceu o direito de permanecer em silêncio e informou que prestará esclarecimentos apenas na presença de sua defesa.
Em nota, a Defensoria Pública do Estado de Goiás (DPE-GO), responsável pela defesa de Renata, informou que não irá se manifestar sobre o caso neste momento. Já o Conselho Regional de Odontologia de Goiás (CRO-GO) afirmou que acompanha o andamento das investigações e que permanece à disposição das autoridades para colaborar, dentro de suas competências, sempre que solicitado.