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Greve da Caixa chega ao 15º dia e banco aciona TST

Dissídio coletivo é um processo levado à Justiça do Trabalho para solucionar conflitos entre empregados e empregadores
Funcionários da Caixa entram em greve em Goiás a partir desta terça-feira (08)
(Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A greve dos funcionários da Caixa Econômica Federal (CEF) chega ao 15º dia nesta quinta-feira (24). Diante da paralisação, o banco acionou o Tribunal Superior do Trabalho (TST) e informou que irá solicitar a abertura de um dissídio coletivo.

O dissídio coletivo é um processo levado à Justiça do Trabalho para solucionar conflitos entre empregados e empregadores quando as negociações diretas não chegam a um acordo. A decisão da Caixa ocorre após uma tentativa de conciliação com os trabalhadores realizada na quarta-feira (23), que terminou sem consenso.

Em nota, a CEF afirmou que manteve o diálogo com os empregados e com as entidades representativas durante as negociações e apresentou diferentes propostas ao longo do processo. Segundo o banco, as ofertas incorporaram reivindicações dos trabalhadores, mas não foi possível chegar a um acordo.

A Caixa informou que busca, por meio do processo no TST, uma solução institucional que ofereça “segurança jurídica e previsibilidade” para as partes. A instituição também afirmou que continuará dialogando com os empregados e cumprirá as determinações da Justiça do Trabalho.

Entre os principais pontos de divergência está o Saúde Caixa, plano de assistência médica oferecido aos funcionários. Segundo representantes dos trabalhadores, as regras e condições relacionadas ao plano estão entre os principais entraves para um acordo que coloque fim à paralisação.

Com o acionamento do TST, caberá à Justiça do Trabalho analisar o conflito e definir os próximos passos do processo. A greve permanece em andamento nesta quinta-feira (24).

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