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Caso Davi Sebba: três policiais são julgados por morte de advogado em Goiânia

Crime ocorreu em 5 de julho de 2012, em Goiânia
Caso Davi Sebba: três policiais são julgados por morte de advogado em Goiânia
Foto: Reprodução/Arquivo pessoal

Mais de 14 anos após o assassinato do advogado Davi Sebba, três policiais militares acusados de envolvimento no crime serão julgados pelo Tribunal do Júri, em Goiânia. O julgamento começa nesta quinta-feira (1º) e segue na sexta-feira (2).

Serão julgados por homicídio simples o tenente Ednailton Pereira de Souza, o sargento Luiz Frederico de Oliveira e o soldado Jonathas Atenevir Jordão.

O crime ocorreu em 5 de julho de 2012, em Goiânia. Davi Sebba estava no estacionamento de um supermercado quando foi abordado pelos policiais e morto a tiros.

Na época, a Polícia Militar informou que os agentes teriam recebido a denúncia de que o advogado estaria no local para se encontrar com um comprador de drogas.

Inicialmente, os três policiais foram indiciados por homicídio qualificado, fraude processual, porte ilegal de arma de fogo de uso restrito e disparo de arma de fogo. O Ministério Público de Goiás (MPGO) também apresentou denúncia contra os agentes pelos crimes.

O processo teve uma primeira reviravolta em 2017. Naquele ano, Ednailton Pereira de Souza e Luiz Frederico de Oliveira foram absolvidos das acusações. Já Jonathas Atenevir Jordão foi submetido a júri popular por homicídio simples.

A decisão, porém, foi questionada por meio de recursos apresentados pela assistência de acusação, pelo MPGO e pela defesa do soldado. Em março de 2022, o Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) analisou quatro recursos relacionados ao julgamento realizado em 2017.

No mês seguinte, em abril de 2022, a 1ª Câmara Criminal do TJGO acolheu, por unanimidade, um recurso que sustentava que Davi Sebba teria sido morto sem possibilidade de defesa. A decisão alterou os rumos do processo e manteve o caso no Tribunal do Júri.

Agora, mais de uma década depois do crime, os três policiais voltam a ser julgados. O júri deverá analisar a responsabilidade de cada um dos réus na morte do advogado.

O processo envolve uma longa disputa judicial, marcada por decisões, recursos e mudanças no enquadramento dos acusados ao longo dos anos. A sessão desta quinta-feira (1º) dá início à nova etapa do julgamento, que terá continuidade na sexta-feira (2).

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