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Corpo encontrado, confissão e prisões: tudo o que já se sabe sobre a morte de João Lourenço

Principal suspeito e apontado como mandante do crime é o filho da vítima, Flávio Lourenço
Corpo encontrado, confissão e prisões: tudo o que já se sabe sobre a morte de João Lourenço
(Foto: Reprodução)

Desaparecido desde o último sábado (13), o servidor e motorista da Polícia Civil de Goiás (PCGO), João Lourenço de Oliveira, de 65 anos, foi encontrado morto em uma vala próxima ao Aterro Sanitário de Goiânia, em uma área de mata, na segunda-feira (15).

O principal suspeito e apontado como mandante do crime é o filho da vítima, Flávio Lorenço. Em depoimento à polícia, ele confessou o assassinato e indicou às autoridades o local onde o corpo estava.

De acordo com a PCGO, até o momento, seis pessoas foram presas. Duas delas são investigadas por latrocínio (roubo seguido de morte) e outras três por receptação, devido ao envolvimento com a caminhonete da vítima. Entre os presos por receptação está uma mulher.

Além disso, um homem foi detido sob suspeita de ter ajudado a esconder envolvidos no crime. Ele poderá responder por favorecimento pessoal.

Linha do tempo

João Lourenço morava no Parque dos Buritis, em Goiânia, e conduzia uma caminhonete Toyota Hilux prata. Segundo as investigações, no dia do desaparecimento, ele havia combinado de viajar para Bela Vista de Goiás com o filho, mas não conseguiu sair a tempo.

Diante disso, Flávio seguiu viagem sozinho. Após o desaparecimento, familiares pediram que um vizinho fosse até a residência de João para verificar a situação. No local, o homem não encontrou nem a vítima nem a caminhonete.

Posteriormente, o veículo foi localizado em Goiânia. Os familiares também encontraram o celular de João danificado.

A última mensagem enviada pela vítima em um aplicativo de mensagens foi registrada por volta das 10h. Depois desse horário, João não voltou a acessar a plataforma.

Segundo o advogado da família, Edson Cândido, a motivação do crime pode estar relacionada a dívidas. Conforme relatado, João teria se recusado a emprestar dinheiro ao filho.

“Ele estava endividado, pediu dinheiro para o pai, que não quis emprestar, e acabou dando um tiro na cabeça dele”, afirmou o advogado em entrevista ao Metrópoles.

O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil de Goiás.

Suspeito

Conforme apurado pelo TVSD Notícias, Flávio chegou a se candidatar ao cargo de vereador em Bela Vista de Goiás pelo PP em 2024.

Morador de Bela Vista de Goiás, ele ficou conhecido como “Flávio dos Salgados” e pela atuação como evangelista itinerante e pela comercialização de salgados.

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