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Da ficção para a realidade: robô com IA é testado no atendimento de uma loja em Goiânia

Proposta foi avaliar como a ferramenta poderia contribuir para a jornada de compra

O atendimento ao consumidor começa a ganhar novos formatos com o avanço da inteligência artificial. Depois de se tornar comum em aplicativos, sites e canais digitais, a tecnologia agora passa a ser testada também no contato direto com o público, dentro de espaços físicos.

Em Goiânia, uma concessionária de veículos realizou um experimento com um robô equipado com inteligência artificial para auxiliar na recepção dos clientes. A proposta foi avaliar como a ferramenta poderia contribuir para a jornada de compra, funcionando como um primeiro ponto de contato antes do atendimento realizado pelos vendedores.

Durante três dias, o equipamento ficou responsável por receber os visitantes, fazer perguntas para entender quais eram suas preferências e apresentar informações sobre os veículos disponíveis. Com o auxílio de uma tela interativa, o robô mostrava detalhes dos modelos escolhidos e, depois, encaminhava o cliente para um consultor da equipe comercial.

A experiência mostrou que a tecnologia pode atuar como uma ferramenta de apoio, tornando o atendimento inicial mais ágil e organizado, sem substituir a interação humana. O contato com os vendedores continuou sendo essencial para esclarecer dúvidas, negociar e conduzir as etapas seguintes da compra.

O teste também revelou desafios que ainda precisam ser aprimorados. Um dos principais pontos observados foi o reconhecimento de voz em ambientes movimentados, já que o excesso de ruídos pode dificultar a comunicação entre o cliente e o equipamento.

A iniciativa acompanha uma mudança que já ocorre em empresas de diferentes setores. Segundo levantamento da Deloitte Brasil, oito em cada dez organizações já utilizam algum tipo de inteligência artificial ou IA generativa, principalmente em processos administrativos e no primeiro atendimento aos consumidores.

Com os resultados obtidos durante a avaliação, a concessionária deve analisar os próximos passos para o uso da tecnologia.

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