Na tentativa de impedir a entrada de máquinas na própria propriedade para a execução das obras de duplicação da GO-330, entre Catalão e Ipameri, uma idosa de 78 anos se ajoelhou diante de um dos equipamentos. A cena foi registrada na última sexta-feira (29) e ganhou repercussão nas redes sociais.
Nas imagens, a mulher aparece pedindo que os trabalhadores interrompam a entrada das máquinas na fazenda.
Em nota encaminhada à imprensa, a Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra) afirmou que não houve invasão da propriedade e que a desapropriação da área não afeta diretamente a moradora.
Segundo a agência, a entrada na área ocorreu em cumprimento a uma decisão judicial que autorizou a continuidade das obras após o depósito da indenização estipulada pela Justiça, no valor de R$ 550 mil. A Goinfra informou ainda que a proprietária foi notificada sobre o processo em março de 2026.
A duplicação da GO-330 é executada pelo Governo de Goiás e conta com investimento estimado em aproximadamente R$ 400 milhões.
De acordo com a Goinfra, o projeto será realizado em etapas, divididas em três segmentos, com o objetivo de acelerar a execução dos serviços.
A primeira fase contempla um trecho de 1,7 quilômetro entre o Posto Policial de Catalão e o trevo da GO-305.
Já a segunda etapa prevê a duplicação e a restauração da pista existente em um trecho de 18,6 quilômetros, entre o trevo de Goiandira (GO-305) e a ponte sobre o Rio Veríssimo, no percurso entre Catalão e Ipameri. O investimento previsto para esta fase é de R$ 175,6 milhões.
Leia a nota completa na íntegra:
A Goinfra sempre priorizou o diálogo e a solução consensual, mas uma família tenta manipular a opinião pública para receber recursos públicos indevidos.
O que ocorreu na propriedade foi o cumprimento de ordem judicial de imissão de posse para continuidade das obras, após depósito do valor legalmente definido (R$ 550 mil por 9 hectares), calculado por engenheiros independentes de forma técnica e isenta, conforme a legislação nacional.
Um oficial de justiça esteve no local e notificou formalmente os proprietários em março. A família optou por não receber as equipes porque reivindica R$ 5,8 milhões, valor que nenhuma avaliação técnica sustenta e nenhuma legislação que se refere ao setor público permite. O pagamento de tal valor (que representaria mais de R$ 2,2 milhões o alqueire) seria um ato descabido e ilegal, pois trata-se de um montante dez vezes acima do valor de mercado da propriedade.
A Goinfra cumpre a lei e a família vem utilizando a imagem da senhora para distorcer uma situação que já possui decisão judicial e assim tentar receber valores indevidos do poder público.
A obra é uma demanda histórica da população de Catalão, Ipameri e Pires do Rio; e a Goinfra segue com diálogo aberto e comprometida com a legalidade, a transparência e a entrega da obra para a região.