PUBLICIDADE

Irmão de Virginia Fonseca é condenado por importunação sexual em Goiás

Decisão unânime foi proferida pela 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Goiás
Irmão de Virginia Fonseca é condenado por importunação sexual em Goiás
(Foto: Reprodução/ Instagram)

O irmão da influenciadora Virginia Fonseca, William Pimenta Gusmão, foi condenado pelo crime de importunação sexual. A decisão unânime foi proferida pela 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) na última terça-feira (7).

Segundo informações divulgadas pelo Portal LeoDias, os desembargadores entenderam que havia provas suficientes para condenar o empresário em um dos dois episódios denunciados pelo Ministério Público de Goiás (MPGO). Em relação ao segundo caso, a absolvição foi mantida por falta de provas.

Em 2025, William havia sido absolvido sob o entendimento de que os elementos reunidos no processo não eram suficientes para uma condenação. No entanto, após recurso apresentado pela vítima, Rauriceia Martins da Costa, o caso foi reanalisado, e a 1ª Câmara Criminal reformou parcialmente a sentença.

“O Tribunal, por unanimidade de votos, desacolheu o parecer ministerial de Cúpula, conheceu do recurso e deu-lhe parcial provimento, condenando o apelado pelo crime de importunação sexual, apenas quanto ao primeiro fato, nos termos do voto do relator”, consta em trecho do extrato da sessão.

Relembre o caso

Conforme a denúncia do Ministério Público de Goiás, os fatos teriam ocorrido durante a festa Revoada, realizada em 2 de abril de 2023, no município de Jussara. As duas acusações foram analisadas separadamente pela Justiça.

No primeiro episódio, Rauriceia afirmou que se aproximou de William para pedir uma foto. Segundo o relato, enquanto os dois gravavam um boomerang, o empresário teria colocado a mão por dentro da calça da vítima e tocado suas partes íntimas sem consentimento.

Em depoimento, ela afirmou que ficou paralisada diante da situação e só conseguiu reagir depois de deixar o local acompanhada da companheira, Juliana. Em seguida, contou o ocorrido à esposa e a uma amiga, que disse ter presenciado a cena à distância.

Para os desembargadores, o conjunto de provas apresentado no processo foi suficiente para comprovar esse episódio, motivo pelo qual a absolvição foi reformada e o empresário condenado.

O segundo fato teria acontecido na área de estacionamento do evento. De acordo com o processo, William voltou a se aproximar de Rauriceia alegando que procurava um amigo. Durante esse contato, ele teria novamente colocado as mãos por dentro da roupa da vítima.

Conforme o depoimento, Juliana presenciou a cena e questionou o empresário: “Até que horas você vai enfiar a mão na roupa dela?”

Ainda segundo os autos, após o ocorrido, o casal decidiu registrar uma eventual nova abordagem e procurou um segurança para comunicar o caso. No entanto, os desembargadores concluíram que não havia provas suficientes para comprovar esse segundo episódio. Por esse motivo, mantiveram a absolvição em relação a esse fato e limitaram a condenação ao primeiro ato descrito na denúncia.

Leia mais

PUBLICIDADE