O governador Daniel Vilela anunciou, nesta quarta-feira (20), um pacote de medidas voltadas à valorização das forças de segurança pública em Goiás. O conjunto de benefícios prevê impacto superior a R$ 1,2 bilhão até 2027 e inclui reajustes salariais, auxílio-alimentação, aumento em gratificações e reestruturação de carreiras.
Somente neste ano, o impacto financeiro estimado é de R$441 milhões. Já em 2027, o valor acumulado deve chegar a R$771 milhões. Segundo o governo estadual, as medidas beneficiam policiais militares, bombeiros, policiais civis, policiais penais, servidores da Polícia Técnico-Científica e equipes do Procon Goiás.
Entre os principais anúncios está a criação de auxílio-alimentação de R$1 mil para cerca de 24 mil servidores das forças de segurança e salvamento. Além disso, o benefício representa aumento de 16,36% para profissionais em início de carreira.
O pacote também amplia em 50% o valor pago por hora-aula para instrutores, enquanto o teto mensal sobe de R$ 700 para R$ 1.050. Da mesma forma, a indenização por localidade passa de R$ 552 para R$ 828 para mais de 4 mil servidores.
Além disso, os serviços extraordinários realizados em escalas de plantão terão reajustes de até 13,3%. As medidas se somam ao reajuste de 4,26% da data-base já concedido aos servidores estaduais neste mês.
Segundo Daniel Vilela, o objetivo é fortalecer a estrutura das corporações e garantir valorização permanente aos profissionais da segurança pública.
“Essas propostas se transformarão em projeto de lei para garantir a valorização das nossas forças. Estamos falando de um investimento histórico para fortalecer as carreiras e melhorar as condições dos profissionais”, afirmou.
O pacote também prevê mudanças nas carreiras policiais. Agentes, escrivães e papiloscopistas da Polícia Civil terão aumento de 10%, com acréscimo médio de R$ 1,5 mil nos salários. Já subtenentes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros receberão reajuste de 15,95%, o que representa cerca de R$ 2,3 mil a mais nos vencimentos.
Outro ponto anunciado foi a reestruturação da Classe Especial de Delegado de Polícia, com aumento de 20% na remuneração da classe final.
Além das melhorias salariais, o governo também anunciou uma linha de crédito habitacional específica para servidores da segurança pública dentro dos programas estaduais de moradia.
Na Polícia Penal, 76 unidades prisionais passarão a contar com cargo de diretor de unidade, com gratificação extra de R$ 3,2 mil. Já a Polícia Científica terá ampliação da estrutura administrativa com criação de novas diretorias.