Pela segunda vez neste ano, uma farmácia localizada no Residencial Forteville, em Goiânia, foi interditada durante uma fiscalização realizada na terça-feira (18). A ação identificou medicamentos e outros produtos com prazo de validade expirado, itens sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), receitas em branco e outras irregularidades.
Durante a fiscalização, também foram encontrados indícios de aplicação de tirzepatida, princípio ativo do medicamento conhecido como Mounjaro. Segundo as autoridades, o produto não possui registro na Anvisa e, portanto, não pode ser comercializado.
A operação foi realizada pela Polícia Civil, por meio da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Consumidor (Decon), com participação da Vigilância Sanitária Municipal e do Conselho Regional de Farmácia de Goiás (CRF-GO).
Os produtos considerados irregulares foram apreendidos e permaneceram lacrados ao final da fiscalização. A farmácia também foi novamente interditada. Os envolvidos foram intimados e levados à delegacia para prestar esclarecimentos.
Outra situação
A primeira interdição ocorreu em 09 de fevereiro, quando uma fiscalização encontrou diversas irregularidades no estabelecimento. Entre os problemas identificados estava a ausência de um farmacêutico responsável técnico.
Após a interdição, os responsáveis receberam autorização apenas para permitir a entrada de funcionários no imóvel com a finalidade de realizar adequações estruturais. O documento determinava que o comércio permanecesse fechado e sem atendimento ao público até que fosse obtido o Alvará Sanitário de 2026.
De acordo com a Polícia Civil, porém, os lacres colocados no estabelecimento foram rompidos e a farmácia teria retomado as atividades de forma clandestina, sem regularizar as pendências apontadas anteriormente.
Na fiscalização desta terça-feira, os agentes constataram que as irregularidades permaneciam. Novamente, não havia um farmacêutico responsável técnico no estabelecimento.
Com a nova interdição, os produtos considerados irregulares foram retirados de circulação e as medidas administrativas e policiais cabíveis foram adotadas. A investigação deve apurar as responsabilidades pelas irregularidades encontradas e pelo descumprimento da interdição anterior.